
O Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI), por meio da Promotoria de Justiça da Comarca de Padre Marcos, manifestou-se pelo arquivamento do inquérito policial que apurava o assassinato de Ley Maitre de Macedo Sousa, carinhosamente conhecido como “Lelê”. O crime, que gerou grande comoção na cidade, completará seis meses sem uma solução aparente.
Conforme consta nos autos da investigação, “Lelê” foi morto a tiros por volta das 3h10 da madrugada do dia 5 de novembro de 2023, na Rua Luiz Gonzaga de Moura, nas proximidades da agência dos Correios. A vítima teria sido perseguida por dois indivíduos em uma motocicleta logo após sair de um bar localizado no centro de Padre Marcos, popularmente chamado de “Mercado do Dimas”. Em uma tentativa desesperada de escapar, “Lelê” correu em direção a uma residência, mas foi alcançado pelos disparos antes de encontrar refúgio, caindo sem vida na calçada. Testemunhas relataram que os autores efetuaram múltiplos disparos e fugiram do local imediatamente após o crime.
A Polícia Civil de Jaicós, responsável pela condução do inquérito, realizou diversas diligências e ouviu testemunhas ao longo da investigação. No entanto, a manifestação ministerial, assinada pela promotora de Justiça Talitta Luzia Bezerra Araujo, ressalta que, apesar dos esforços policiais, não foram encontrados indícios mínimos que apontassem para a autoria do homicídio. Exames periciais e os depoimentos colhidos também não forneceram elementos capazes de identificar os executores ou a motivação exata do crime.
Diante da ausência de novas linhas de investigação promissoras e da falta de justa causa para oferecer denúncia, o MPPI recomendou o arquivamento do inquérito, em conformidade com o artigo 28 do Código de Processo Penal e a Resolução nº 181/2017 do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). A promotora Talitta Luzia Bezerra Araujo enfatizou que essa decisão não impede a reabertura do caso caso surjam novos indícios ou provas no futuro.
A promotoria também informou que a vítima, seus familiares ou representantes legais têm o direito de apresentar recurso ou solicitar a revisão dessa decisão à instância competente do Ministério Público.
Da Redação







