Guilherme Boulos (PSOL), que foi candidato à presidência do Brasil em 2018, está em Teresina e participou de um protesto, que reuniu professores e alunos da Uespi. A marcha percorreu 2,2 km, entre a Alepi e o Karnak, fechando a avenida Frei Serafim por alguns minutos. Os representantes da categoria se reúnem com a secretaria de Governo nesta quarta-feira (10/04).
A greve da instituição está na quarta semana. Sob o lema “Uespi se nega a morrer!”, eles reivindicam melhor infraestrutura dos campi no Piauí e direitos salariais aos servidores. O protesto de hoje reuniu professores e alunos de oito cidades do Estado.
“Fazer com que a sociedade perceba que a Uespi é de toda a comunidade do Piauí, não só dos professores e dos alunos. A universidade está sem condições de funcionamento. Sem professores para ministrar disciplinas, sem recursos para manter os campi, sem material de limpeza, os terceirizados sem receber salários e os estudantes sem receberem suas bolsas”, explicou a professora Rosângela Assunção, uma das sindicalistas.
FALA DE BOULOS
No microfone, Boulos defendeu as propostas dos alunos e professores. Ele caminhou pela avenida Frei Serafim até o Palácio de Karnak, sede do executivo estadual.
“Nós temos que ir para às ruas para lutar por nossos direitos. O direito pela educação é uma das maiores lutas que temos. Defendemos uma universidade pública e gratuita, defendemos investimentos e educação em todos os níveis. Defendemos a autonomia universitária, a valorização dos professores, dos técnicos e todos os profissionais. Defendemos políticas de assistência estudantil para que não tenha só a porta de entrada aberta, mas a permanência na universidade”, disse, sob aplausos.
PESSOLISTA PARTICIPA DE DEBATE
O pessolista vai participar de um debate sobre a reforma da previdência a partir desta quarta-feira (10/04) no Piauí. Boulos vai palestrar no Espaço Rosa dos Ventos, na Ufpi, a partir das 16h. A vinda do professor foi organizada por dois coletivos sociais de esquerda, o RUA (Juventude Anticapitalista) e o Afronte.
REPRESENTANTES SE REÚNEM
Na última reunião, o Governo do Piauí propôs os seguintes pontos, mas a categoria criticou a falta de propostas efetivas, nomeando os resultados da conversa como “migalhas”.
- A regularização de bolsas e auxílios estudantis;
- Contratação de professores substitutos para suprir as demandas de disciplinas que estão sem professores;
- Pagamento de promoção e progressão de docentes relativo ao ano de 2019;
- A formação de uma Comissão para tratar da autonomia financeira e administrativa da universidade. O grupo deve ser formado pela administração e por representantes da Uespi.
O Governo do Piauí e os professores da Uespi vão dialogar judicialmente. Pelo menos foi essa a decisão do desembargador Ricardo Gentil Eulálio Dantas ao julgar o pedido de ilegalidade da greve, que já dura um mês. O encontro de conciliação vai acontecer na próxima sexta-feira (12/04) no Tribunal de Justiça (TJ-PI).
FONTE: Oito Meia








