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Lula critica aumentos abusivos nos combustíveis e promete investigação

Presidente afirma que governo federal está mobilizado para investigar reajustes no preço do diesel, gasolina e álcool, e não aceita lucro sobre a crise

Lula aciona PF e Receita: investigação contra preços abusivos | Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva subiu o tom durante a Caravana Federativa em São Paulo nesta terça-feira (20), ao comentar o aumento nos preços dos combustíveis em meio aos reflexos da guerra no Irã. Lula criticou o aumento abusivo dos preços, afirmando que algumas pessoas estão se aproveitando do cenário internacional para elevar os preços de forma indevida.

Durante seu discurso, o presidente destacou que o governo federal já mobilizou a Polícia Federal, a Receita Federal e os Procons para investigar as causas desses aumentos, principalmente no diesel, gasolina e álcool. Lula ressaltou que, em alguns casos, não há justificativa imediata para os reajustes, e que a população não deve ser prejudicada por especulação de mercado.

“Lucro com a crise” e ações do governo

Em um dos momentos mais fortes de seu discurso, Lula afirmou que há pessoas tentando lucrar até com a dificuldade da população: “Tem bandido que quer ganhar dinheiro até com o enterro da mãe, até com a fome dos pobres, até com a miséria dos outros”, afirmou o presidente, que enfatizou a necessidade de fiscalizar quem está se beneficiando de maneira indevida com a alta dos combustíveis.

De acordo com o presidente, o governo federal iniciou, desde segunda-feira (16), uma série de ações para apurar possíveis abusos no mercado. “Nós colocamos a Polícia Federal, a Receita Federal e os Procons para ir atrás de quem está aumentando de forma abusiva o preço do diesel”, disse.

Defesa do trabalhador e crítica à transferência do custo da guerra

Lula também criticou a transferência automática dos efeitos da guerra no Irã para os consumidores brasileiros, especialmente os trabalhadores, como os caminhoneiros. Para ele, não é aceitável que o custo de um conflito internacional seja usado como justificativa para reajustes imediatos nos combustíveis, afetando principalmente quem depende dos preços baixos para trabalhar.

“Não é necessário aumentar nas bombas para o trabalhador. Não é possível transferir para o caminhoneiro o preço da guerra do Irã”, afirmou.

Governo fiscaliza reajustes no mercado de combustíveis

O discurso do presidente ocorre em meio à crescente preocupação com os impactos da instabilidade internacional no mercado de energia, especialmente com a escalada das tensões no Oriente Médio. O governo brasileiro tem monitorado o preço do petróleo, mas deixou claro que não permitirá aumentos considerados abusivos e que tomará as medidas necessárias para proteger os consumidores brasileiros.

O governo também afirmou que seguirá de perto os aumentos dos combustíveis, com fiscalização e ações rigorosas para garantir a justiça nos reajustes.

Da Redação (Com informações do Meio News)
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