Na manhã desta quarta-feira (21), dezenas de trabalhadores das fábricas de farinha do município de Marcolândia (PI), na divisa com o estado do Pernambuco, protestaram contra a decisão do Ministério do Trabalho. Segundo informações extraoficiais, após fiscalização, o órgão decidiu multar e interditar algumas fábricas, apontando, segundo relatos, trabalhos em condição análoga a escravidão e até de menores de idade. Segundo testemunhas, a exigência do Ministério, além do processo contratual por carteira assinada, é a desvinculação total de crianças com o trabalho nas fábricas.
Forte característica da cidade, a fabricação de farinha é uma das principais fontes de renda da população. O produto feito em Marcolândia é processado, em sua maioria, de forma artesanal, utilizando 100% a mão-de-obra de agricultores e populares locais em geral. O fechamento das fábricas implicaria uma demissão em massa deixando centenas de populares desempregados.

Da capital, o prefeito ‘Chico Pitú’ busca uma viabilizar uma reunião com a superintendência da PRF-PI e ainda entrar em um consenso para regularizar as condições exigidas pelo Ministério do Trabalho, porém, sem que haja prejuízo para os trabalhadores, os quais a maioria prefere permanecer na informalidade, dedicando-se a chamada ‘farinhada’ apenas nos períodos em que houver a mandioca.
Os donos de fábrica de farinha justificam a produção feita sem vínculo empregatício, com pessoas trabalhando quando chega a matéria prima da mandioca, e não o dia todo. A cada nova carga, é negociado um serviço temporário para atendimento daquela empreita.
A situação no local é bem tensa e a Polícia Rodoviária Federal tenta um acordo para liberação da rodovia.
FONTE: Piauí em Foco









