Um inimigo que parecia vencido volta a assombrar o Brasil. O país registrou o primeiro caso de poliomielite em 33 anos. O caso que está sendo investigado pela Secretaria de Saúde Pública do Pará, aponta para alerta de risco. Um menino de três anos do município de Santo Antônio do Tauá, cidade localizada a 63 km de Belém, testou positivo para a doença, que era considerada erradicada no Brasil desde 1989.
Especialistas apontam a baixa cobertura vacinal como a principal causa para o reaparecimento do vírus.
“Historicamente mais de 95% das crianças eram vacinadas contra a polio. Esse ano a campanha vacinou apenas 50%. Uma tragédia”, disse Thomas Conti, cientista de dados e divulgador científico através do Twitter.

Segundo informações do documento de Comunicação de Risco emitido pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde – CIEVS/SESPA, foi identificado na criança com paralisia o poliovírus (SABIN LIKE 3), sendo utilizada a metodologia de isolamento viral em fezes para o diagnóstico. Contudo, o caso está sendo investigado pela Secretaria com auxílio da equipe do Ministério da Saúde.
Os primeiros sintomas, que incluem febre, dores musculares, mialgia e paralisia flácida aguda (PFA) surgiram no dia 21 de agosto. Depois ele perdeu a força nos membros inferiores e não conseguiu mais ficar em pé. A coleta das fezes foi feita no dia 16 de setembro e foi encaminhada ao Laboratório de Referência do Instituto Evandro Chagas. O laudo com resultado positivo para a doença foi emitido na terça-feira (4).
Uma gotinha que salva
Completamente indolor, apenas uma gota salva crianças da temida paralisia infantil. O Ministério da Saúde chegou a prorrogar a Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e Multivacinação de 2022 até o dia 30 de setembro. A ampliação do prazo teve o objetivo de aumentar as coberturas vacinais e a adesão da população a vacinação.
FONTE: Meio Norte







