
O Laboratório Central de Saúde Pública do Piauí (Lacen) identificou a circulação do subclado K do vírus Influenza A (H3N2) em amostras coletadas em Teresina. A descoberta é fruto de um trabalho conjunto com o Instituto Adolfo Lutz, referência nacional e Centro Nacional de Influenza, e acende um alerta para a dinâmica da gripe no estado.
A identificação foi possível graças às ações de vigilância genômica e sequenciamento viral, que permitem o monitoramento em tempo real do comportamento dos vírus respiratórios. As amostras analisadas datam de fevereiro de 2026 e pertencem ao grupo genético 3C.2a1b.2a.2a.3a.1.
Domínio Global e Cenário Local
Esta linhagem específica vem registrando uma rápida expansão mundial desde o segundo semestre de 2025. Atualmente, o subclado K já é responsável por 86,8% dos casos recentes de Influenza A no mundo.
A presença desta variante em Teresina ajuda a explicar o aumento recente de casos de gripe na capital. Os dados laboratoriais indicam que a predominância dessa linhagem pode ser o fator determinante para o atual cenário epidemiológico observado no estado.
“A parceria técnico-científica com o Instituto Adolfo Lutz permite acompanhar em tempo oportuno a evolução genética dos vírus e fortalecer as estratégias de prevenção e resposta em saúde pública”, destacou o secretário da Saúde do Piauí, Dirceu Campêlo.
O que se sabe sobre a nova linhagem?
Apesar da alta capacidade de disseminação, as autoridades de saúde trazem dados tranquilizadores quanto à agressividade do vírus:
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Gravidade: Até o momento, não existem evidências científicas de que o subclado K cause casos mais graves ou maior mortalidade do que outras linhagens da H3N2.
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Preocupação Principal: Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o foco está na velocidade de propagação e na possível menor imunidade da população frente às mudanças genéticas (antigênicas) apresentadas pelo vírus.
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Vigilância: O Lacen-PI segue monitorando as amostras para antecipar qualquer mudança no perfil clínico da doença no Piauí.
A recomendação das autoridades permanece a mesma: manter o calendário vacinal atualizado e buscar atendimento médico em caso de sintomas respiratórios persistentes.
Da Redação (Com informações do Cidade Verde)







