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Sefaz reconhece servidores do Piauí como membros de esquema alvo da PF

Sefaz corrigiu a informação e confirmou que os servidores fazendários envolvidos serão alvos de um processo administrativo (Foto: Reprodução Google Maps)

A Secretaria de Fazenda do Piauí (Sefaz-PI) reconheceu a participação de servidores públicos no esquema criminoso de transporte e venda ilegal de madeira, com empresários atuando no Piauí, Ceará, Maranhão, Pará, Bahia e Rio Grande do Norte. A quadrilha foi desarticulada na manhã desta quarta-feira (03/04) pela Polícia Federal, após a corporação deflagrar a Operação Khizi, cumprindo 29 mandados de busca e apreensão, oito prisão preventiva e nove de prisão temporária.

O esquema teria a participação de servidores públicos e terceirizados da Sefaz-PI e do Ibama, que estariam facilitando o transporte e adulterando as notas fiscais da madeira ilegal. A PF também solicitou o bloqueio dos bens dos envolvidos. O inquérito foi aberto em 2017. Mais cedo, o Governo do Piauí divulgou nota desmentindo a participação de agentes públicos.

A Sefaz-PI informou que apenas três terceirizados estariam envolvidos no esquema e eles foram desmentidos. Por outro lado, por volta das 13h de hoje, a pasta corrigiu a informação e confirmou que os servidores fazendários envolvidos serão alvos de um processo administrativo. Confira a nota, a seguir!

CORREÇÃO DA NOTA – Operação KIZHI

Sobre a Operação KIZHI, a Secretaria de Fazenda do Piauí informa que foram identificados três funcionários terceirizados, todos demitidos. Em relação a servidores fazendários envolvidos, a Sefaz já está tomando as providências quanto à abertura de processo administrativo.

ORIGEM DO NOME

O nome veio em homenagem à ilha de Khizi, que possui três edifícios eclesiásticos construídos com encaixe de toras de madeira de pinheiros, sem a necessidade de uso de parafusos. A obra foi tombada como Patrimônio Mundial da Unesco em 1990.

FONTE: Oito Meia

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