De acordo com a Fundação Museu do Homem Americano (Fumdham), responsável pela manutenção do parque, desde o ano de 2014, os cofres da instituição recebem recursos insuficientes para manter o patrimônio.

Com a dificuldade de zelar pela infraestrutura e pesquisas no local, o quadro de funcionários foi reduzido. Dos 270 trabalhadores que atuavam na fundação, cerca de 90% foram demitidos. Já as guaritas de fiscalização controladas totalmente por mulheres da região e que geram empregos para população local, também foram reduzidas e de 28 passou para apenas 6 que operam no local.
Segundo a arqueóloga Nièden Guidon, presidente da Fundação Museu do Homem Americano, esse processo de demissão foi uma tentativa de impedir o fechamento do Parque Nacional Serra da Capivara.

“As demissões foram tentativas de barrar o fechamento do parque, no entanto, mesmo com essa medida a situação financeira da instituição é precária. Nem o estatus de Patrimônio Cultural da Humanidade assegurou a entrada de recursos suficientes. É lamentável, dediquei a minha vida aqui no parque, mas se o governo federal não reconhecer a importância do local não adianta”, afirma.

A arqueóloga ainda afirma que as dificuldades financeiras do parque iniciaram com o êxodo de recursos de compensação ambiental. Antes, as verbas eram enviadas diretamente pelas empresas ao parque. Atualmente, os recursos são encaminhados para o governo federal, que os distribui entre todas as unidades.
A arqueóloga ainda declarou que o funcionamento do aeroporto de São Raimundo Nonato, poderia trazer mais investimentos para o parque. “Se o aeroporto estivesse funcionando , a instituição receberia mais turistas. O parque deveria contribuir para o desenvolvimento econômico da região, mas falta incentivos e reconhecimento”, finaliza Nièden Guidon.







