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Sem acordo, professores batem o martelo e marcam data para iniciar greve na Uespi

Adcesp classificou a reforma Administrativa do Governo como política de “arrocho econômico” (Foto: Divulgação)

Em Assembleia Geral na manhã desta quarta-feira (13/03), os professores da Universidade Estadual do Piauí (Uespi) bateram o martelo e confirmaram o início da greve para a próxima segunda-feira (18/03). Segundo a assessoria da  Associação dos Docentes da Uespi (Adcesp) informou ao OitoMeia, a medida foi tomada diante da falta de abertura de negociação com a categoria docente, que tenta desde novembro do ano passado audiência com o Governo do Estado, sem sucesso.

A Adcesp afirma que a greve terá uma grande adesão. Nesta quarta-feira (13) participaram da Assembleia professores dos campus da capital, mas também representantes dos municípios de Corrente, Floriano, Oeiras, Parnaíba, Piripiri, Campo Maior e Picos.

Entre as reivindicações estão o cumprimento de:

  • Plano de Cargos Carreiras e Salários (PCCS): implantação imediata de progressões, promoções e mudanças de regime de trabalho;
  • Realização de novo concurso público para efetivação do quadro docente;
  • Nomeação imediata de todos os Classificados no último concurso;
  • Reposição das perdas salariais dos últimos seis anos;
  • Recursos para execução de atividades acadêmicas.

Durante a reunião com o professores, a Adcesp classificou a reforma Administrativa do governador Wellington Dias (PT) como política de “arrocho econômico”. A classe de professores afirma que as medidas que o Governo tem tomado para cortar gastos na máquina pública tendem a aprofundar ainda mais a crise instalada na Uespi.

  • Entre os principais pontos criticados pelos professores em relação ao posicionamento do estado em relação á universidade estão:
  • Não previsão de abertura de editais para concurso para professores;
  • O congelamento dos salários, progressões e promoções funcionais de docentes e servidores;
  • A suspensão das monitorias remuneradas, bolsa trabalho e auxílio moradia para os alunos, ameaça de cancelamento de editais de bolsas de pesquisa e extensão;
  • Demissão e atraso no pagamento do salário de servidores de serviços gerais e segurança.

“O cenário que já está ruim tende a ficar ainda pior, já que as medidas anunciadas pelo Governo Wellington Dias devem aprofundar ainda mais essa crise já instalada da Uespi”, afirma o coordenador de comunicação da Adcesp, o professor Antônio Dias.

FONTE: Oito Meia

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