
No Piauí, 13.259 famílias estão sendo notificadas pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS) para devolver valores recebidos indevidamente do Auxílio Emergencial durante a pandemia de Covid-19. O montante a ser restituído no estado chega a R$ 35.996.054,82. Em todo o país, o valor total a ser devolvido ultrapassa R$ 478,8 milhões.
Segundo o MDS, pessoas em situação de vulnerabilidade social que são beneficiárias do Bolsa Família ou inscritas no CadÚnico não precisarão devolver o benefício, desde que tenham recebido menos de R$ 1,8 mil ou possuam renda familiar per capita de até três salários mínimos.
As devoluções estão sendo cobradas de cidadãos que, à época, possuíam emprego formal, recebiam benefício previdenciário, tinham renda familiar acima do limite legal ou se enquadravam em outras irregularidades identificadas durante a concessão do auxílio. As notificações estão sendo enviadas por SMS, WhatsApp, e-mail e pelo aplicativo Notifica.
Para quem tem maior capacidade de pagamento, o ministério oferece opções de restituição via PIX, cartão de crédito ou boleto bancário, que pode ser quitado exclusivamente no Banco do Brasil. O prazo para regularização é de até 60 dias a partir da notificação, com possibilidade de pagamento à vista ou parcelado em até 60 vezes, com parcelas mínimas de R$ 50, sem cobrança de juros ou multa.
Os ressarcimentos devem ser realizados pelo sistema Vejae, disponível no site oficial do MDS. A plataforma permite consultar notificações, apresentar defesa e efetuar o pagamento diretamente pelo PagTesouro.
Cidadãos que não regularizarem a situação dentro do prazo terão o nome inscrito na Dívida Ativa da União, além de constar no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados (Cadin) e em órgãos de proteção ao crédito.
O Ministério alerta que não envia links, boletos ou mensagens de cobrança por e-mail, SMS ou WhatsApp. A consulta deve ser feita exclusivamente pelo site oficial do MDS, onde também estão disponíveis o Guia do Vejae, a seção de perguntas frequentes (FAQ) e demais orientações para regularização dos valores.
Da Redação (Com informações do portal O Dia)







