O governador Wellington Dias (PT) defendeu que os prefeitos dos 224 municípios piauienses devem seguir o programa de retomada do governo do estado para evitar uma “bagunça geral” e, assim, o aumento no número de casos de coronavírus no Piauí.
Segundo Wellington, o Pacto de Retomada Organizada (Pro Piauí) projetou a volta das atividades econômicas no estado sem o sistema de saúde entrar em colapso, ou seja, com leitos clínicos e de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) com capacidade para atender os pacientes.
“Se cada lugar tomar uma decisão, cada empresa, cada município, então você vai ter bagunça geral. Quem toma essa decisão, garante que tem UTI, leito clínico? Por que as pessoas doentes vão precisar disso. Sendo organizado, pactuado, sendo baseado no plano que fazemos, temos projeções que dizem que não entraremos em colapso, isso é o principal”, comentou Dias.
O plano de retomada da economia do governo do estado prevê a volta gradual das atividades, de acordo com fases e protocolos. O isolamento social, que proíbe o comércio, está em vigor até o dia 22 de junho.
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Wellington Dias — Foto: CCOM
Wellington Dias voltou a endurecer as críticas aos prefeitos que já iniciaram a retomada da economia. Dias citou, ontem, até a possibilidade de ter “filas de caixões”, em caso de uma volta desorganizada.
Até terça-feira (9), eram 10 cidades, segundo levantamento da Associação Piauiense dos Municípios (APPM). Entre elas, Floriano e Picos. Uma reunião com prefeitos e o governador alertou sobre o problema.
“O pacto pela retomada ele é pactuado pelo entendimento, por segmentos, também é organizado, ou seja, temos pessoas que saíram por desobediência, desorganizada, sem regras, isso aumenta o risco, por isso temos que combater quem estiver fora da lei”, comentou.
“A preocupação maior é não perder o isolamento. Segundo, não ter município tomando medida diferente. Um município abrindo o comércio. Aí você pergunta, quantos leitos de UTI, se estourar o leito, ele vai para regulação, onde ele vai achar vaga?”, questionou o governador, para os gestores que flexibilizaram o isolamento social.
Em entrevista à TV Clube, Wellington Dias citou números que evitaram um colapso do sistema de saúde, ou seja, permitiram o atendimento a pacientes com Covid-19.
“[se as medidas não fossem feitas] Estaríamos com 600 mil pessoas infectadas, na última pesquisa indicou 87 mil. Foram mais de 8 mil pessoas tratadas na nossa rede de saúde, 283 óbitos, são vidas humanas. É algo que não pode perder. Seriam 1.800 óbitos”, projetou.
“Saltamos de 30 leitos de UTI em março para, agora, no domingo [em junho] 388. Até o dia 21 de junho, a previsão é de 521 leitos de UTI”.
Governo do Piauí começa retomada gradual de atividades econômicas
O Piauí atingiu 8.359 casos confirmados de coronavírus e chegou a 283 mortes. Foram 18 óbitos nas últimas 24 horas.
FONTE: G1







