
Investigações contra uma organização criminosa envolvida na exploração de jogos de azar, especialmente o esquema conhecido como “Quer Ganhar”, identificaram movimentações financeiras atípicas que chegam a aproximadamente R$ 11,5 milhões. Na manhã desta quarta-feira (24), foram cumpridos 32 mandados judiciais em quatro estados.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), os relatórios de inteligência financeira apontaram operações incompatíveis com a renda declarada pelos investigados. As análises do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) indicaram movimentações fracionadas e indícios de incompatibilidade patrimonial, somando cerca de R$ 11.543.000,00.
As investigações, iniciadas a partir de um relatório da Polícia Civil de Minas Gerais, revelaram que o grupo possuía uma estrutura organizada, com divisão de tarefas, recrutamento de vendedores e uso de pessoas físicas e jurídicas para ocultar e dissimular recursos obtidos ilegalmente.
O esquema envolvia a comercialização irregular de bilhetes, possível manipulação de resultados por meio do controle de bilhetes não vendidos e divulgação de sorteios em plataformas digitais. O grupo também é investigado por ameaças e intimidações contra apostadores que tentavam receber prêmios.
A operação foi deflagrada pela SSP-PI, por meio da Polícia Civil, em conjunto com a Polícia Civil de Minas Gerais. Foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e 28 de busca e apreensão nos municípios de Pirapora (MG), Teresina (PI), Timon (MA) e Rondon do Pará (PA). Somente em Teresina, 16 mandados de busca foram executados.
Segundo o diretor da Diretoria de Operações Policiais (DEOP), delegado Tales Gomes, trata-se de uma investigação complexa que evidencia a atuação estruturada do grupo em vários estados. Ele destacou ainda que o trabalho integrado das forças de segurança foi fundamental para o avanço das medidas judiciais e combate ao esquema investigado.
Da Redação (Com informações do Meio News)







