O governo federal usou a Fundação Oswaldo Cruz para a produção de 4 milhões de comprimidos de cloroquina, que seriam usados no combate à pandemia do novo coronavírus.
De acordo com documentos revelados pelo jornal Folha de S.Paulo, o dinheiro que financiou a produção partiu da Medida Provisória nº 940, editada em 2 de abril pelo presidente Jair Bolsonaro para o enfrentamento de emergência da pandemia. A MP abriu um crédito extraordinário no valor de 9,44 bilhões de reais.
Segundo a reportagem, foram destinados 457,3 milhões de reais para a Fiocruz, com a justificativa de “enfrentamento da emergência de saúde pública de importância internacional decorrente do coronavírus”.

Parte do valor, informa o jornal, foi usado na produção de fosfato de oseltamivir (o Tamiflu), que, assim como a cloroquina, não tem eficácia comprovada contra a Covid-19.
No Brasil, a Fiocruz é a responsável pela produção da vacina de Oxford, a da farmacêutica AstraZeneca. O órgão informou que a produção de cloroquina e de Tamiflu não impactou as ações voltadas a pesquisas.
Fonte: Folha de São Paulo







