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Piauí avança no IDHM, mas cai para 19ª posição no ranking nacional de desenvolvimento humano

Estado registra melhora em educação, renda e longevidade, porém desigualdade social e racial ainda desafia crescimento

Jailson Soares/O Dia

O Piauí alcançou Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de 0,764 em 2024, conforme dados divulgados nesta terça-feira (26) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). Apesar do avanço nos indicadores sociais, o estado perdeu posições no ranking nacional e passou a ocupar a 19ª colocação entre os estados brasileiros e o Distrito Federal.

O resultado mantém o Piauí na faixa de desenvolvimento humano alto e representa evolução em comparação aos últimos anos. Em 2021, o estado registrava IDHM de 0,716 e ocupava a 16ª posição nacional, ainda classificado na faixa de desenvolvimento humano médio.

O levantamento também revelou que o Brasil atingiu IDHM de 0,805 em 2024, entrando pela primeira vez no grupo de países com muito alto desenvolvimento humano. O índice considera critérios relacionados à longevidade, educação e renda da população.

Longevidade impulsiona avanço do estado

Entre os indicadores analisados, o principal crescimento registrado no Piauí ocorreu na longevidade. O índice relacionado à expectativa de vida subiu de 0,818 em 2021 para 0,866 em 2024, refletindo melhorias nas condições de saúde e qualidade de vida da população.

Na educação, o avanço também foi significativo. O IDHM educação passou de 0,692 para 0,742 no mesmo período, acompanhando a recuperação dos indicadores educacionais após os impactos da pandemia.

Já o componente renda apresentou crescimento mais moderado. O índice saiu de 0,649 em 2021 para 0,695 em 2024. Apesar da evolução, o estado segue abaixo da média nacional e ainda enfrenta grandes desigualdades econômicas.

Renda no estado permanece abaixo da média nacional

Segundo os dados do Pnud, a renda domiciliar per capita média no Piauí foi de R$ 603,17 em 2024, enquanto a média brasileira alcançou R$ 903,42.

O levantamento também aponta diferenças entre homens e mulheres no estado. A renda domiciliar per capita masculina ficou em R$ 605,63, enquanto entre as mulheres foi de R$ 600,74.

Desigualdade racial segue evidente

Os números divulgados pelo Pnud mostram que a desigualdade racial continua sendo um dos principais desafios para o desenvolvimento humano no estado.

Entre a população branca do Piauí, a renda domiciliar per capita chegou a R$ 791,56 em 2024. Já entre a população negra, o valor registrado foi de R$ 555,32.

O IDHM da população negra no estado ficou em 0,748, abaixo do índice geral piauiense. Em 2021, esse indicador era de 0,703, demonstrando evolução principalmente na área da educação.

No componente educacional, o IDHM da população negra avançou de 0,683 para 0,733 entre 2021 e 2024. Mesmo assim, os dados ainda evidenciam desigualdades históricas relacionadas ao acesso à renda e às oportunidades educacionais.

O relatório aponta que o Piauí mantém trajetória de crescimento nos indicadores sociais, especialmente em educação e longevidade, mas ainda enfrenta desafios importantes ligados à renda e à redução das desigualdades sociais e raciais.

Da Redação (Com informações do Portal O Dia)

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