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Apenas uma cidade no PI quer adotar modelo de ensino presencial em 2021; nove paralisaram totalmente

Principal estratégia adotada pelos municípios foi distribuição de apostilas através de aplicativos de mensagens; 14 cidades seguiram com o processo de ensino sem aplicação de avaliações

No Piauí, apenas uma cidade pretende optar pelo retorno de aulas presenciais em 2021, segundo levantamento divulgado pelo Tribunal de Contas do Piauí (TCE-PI). Trata-se de Pau D’Arco do Piauí. Outros 179 municípios informaram que seguem em ensino remoto e 39 em sistema híbrido.

O relatório feito pelo órgão ainda aponta que nove municípios do Piauí paralisaram totalmente o ensino aos alunos. Entre os argumentos dados pelos gestores destes municípios, estão desde da falta de organização da gestão anterior até o julgamento de que a “aplicabilidade dessa modalidade se trata de alternativa que gera desigualdades e exclui alunos”.

Dentre os municípios que interromperam totalmente as aulas durante a pandemia, segundo o TCE, estão:

  1. Alvorada do Gurguéia
  2. Assunção do Piauí
  3. Cajueiro da Praia
  4. Campo Largo do Piauí
  5. Cristino Castro
  6. Guaribas
  7. Jaicós
  8. Monsenhor Gil
  9. Palmeira do Piauí
Foto: Reprodução

ALUNOS ESTUDAM ATRAVÉS DE APOSTILAS

O levantamento destaca, ainda, a utilização de livros didáticos e a disponibilização de conteúdos através de aplicativos de mensagens.

“A principal estratégia utilizada pelas redes municipais foi a distribuição de material impresso (apostilas), que foi adotada por 206 municípios. À exceção de quatro municípios, todos os demais adotaram essa estratégia”, pontuou a auditora de controle externo, Caroline Leite, chefe da Divisão de Fiscalização da Educação.

O TCE ainda apontou que 14 municípios seguiram com o processo de ensino sem aplicação de avaliações para verificar a aprendizagem dos estudantes. Os gestores que responderam informaram que não o fizeram para evitar a aglomeração por conta do Covid-19, dificuldades de planejamento e logísticas.

Levantamento realizado pela Divisão de Fiscalização da Educação do TCE-PI retratou o contexto de 219 municípios piauienses, tendo em vista que cinco não responderam ao questionário enviado.

AUDITORIA

Entre outras irregularidades encontradas pelo levantamento, e que podem gerar auditorias estão:

  • Cumprimento da carga horária mínima legal;
  • Viabilidade de ampliação de estratégias para transmissão online de aulas e/ou conteúdos digitais;
  • Cumprimento da carga horária mínima legal entre municípios retomaram as aulas de forma não presencial somente no segundo semestre e encerram o ano letivo ainda em 2020;
  • Ausência de publicidade do planejamento das atividades pedagógicas não presenciais;
  • Munícipios que realizaram atividades não presenciais, sem a devida edição de normas pelo Conselho Municipal, observando as diretrizes nacionais fixadas pelo CNE.

FONTE: Oito Meia

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