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Inquérito que investiga morte do ex-prefeito Firmino Filho passa a ser segredo de Justiça

“Coletando todas as provas, periciais e testemunhais, que são harmônicas e coerentes, contudo, no decorrer da investigação, foi necessário o delegado presidente do inquérito, delegado Divanilson Sena, representar por medidas cautelares e foi decretado o sigilo nas investigações”, frisou Baretta

O delegado Baretta, coordenador do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), comunicou a conclusão do inquérito que investiga a morte do ex-prefeito de Teresina, Firmino Filho, que completa um mês nesta quinta-feira (06/05). Contudo, sem dar detalhes, informou à imprensa que a partir desse momento o inquérito passa a tramitar em segredo de Justiça.

“A Polícia Civil desde o atendimento ao local até a conclusão do inquérito trouxe todos os atos necessários ao esclarecimento dos fatos, inclusive a natureza jurídica do fato. Coletando todas as provas, periciais e testemunhais, que são harmônicas e coerentes. Contudo, no decorrer da investigação, foi necessário o delegado presidente do inquérito, delegado Divanilson Sena, representar por medidas cautelares e foi decretado o sigilo nas investigações. Portanto, não podemos adentrar ao mérito da investigação”, disse o delegado Barêtta.

Prefeito de Teresina, Firmino Filho

Ainda segundo o coordenador do DHPP, o inquérito foi encaminhado na quarta-feira (05/05) ao Ministério Público, que deverá analisar o documento que possui mais de 500 páginas. “As medidas cautelares foram necessárias para esclarecer os fatos”, completou o delegado.

Ainda segundo Baretta, o Ministério Público agora irá analisar todo o inquérito e se houver necessidade de novas diligências será requisitado, mas caso o documento esteja satisfatório, o Ministério também se manifestará.

Ao ser indagado se houve alguma incongruência nos depoimentos das testemunhas, o delegado foi enfático em responder que tudo se “harmonizou”. “Eu já disse que as peças periciais e testemunhais se harmonizam como uma luva feita para que uma mãos seja encaixada”, se limitou Barêtta.

Delegado Francisco Costa, Baretta, coordenador do DHPP (Foto: Ricardo Moraes/OitoMiea)

SEGREDO DE JUSTIÇA

Ao ser questionado se houve crime, o coordenador do DHPP se limitou em dizer que não poderia responder porque o processo passou a ficar em segredo de Justiça. “Não posso responder porque está em sigilo por decretação do magistrado. Contudo, posso afirmar que os fatos estão esclarecidos”, finalizou.

O delegado não quis falar sobre o que motivou o inquérito a tramitar em segredo de Justiça. Entretanto, nos bastidores, especula-se que a própria família tenha pedido sigilo no processo.

FONTE: Oito Meia

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