
O governo federal anunciou a suspensão do imposto de importação para 970 produtos, diante da inexistência de produção nacional ou da oferta insuficiente desses itens para suprir a demanda interna. A decisão foi tomada pelo Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex) na quinta-feira (26).
Entre os produtos beneficiados estão medicamentos utilizados no tratamento de doenças como diabetes, Alzheimer, Parkinson e esquizofrenia. Também estão incluídos fungicidas e inseticidas agrícolas, insumos para a indústria têxtil, lúpulo para produção de cerveja e artigos de nutrição hospitalar.
Além disso, aproximadamente 200 produtos eletrônicos e de informática que tiveram aumento do imposto em fevereiro, como estratégia para fomentar a indústria nacional, terão a alíquota zerada. O setor produtivo havia solicitado a medida, alegando que a produção local ainda é insuficiente, o que poderia elevar custos e gerar risco de desabastecimento.
Segundo o governo, a iniciativa busca manter a competitividade da indústria nacional, garantir a oferta de produtos essenciais e reduzir custos para empresas, refletindo em preços menores ao consumidor, em meio às pressões globais sobre cadeias produtivas provocadas pelo conflito no Oriente Médio e pelos impactos no Estreito de Ormuz.
Defesa comercial: antidumping
Na mesma reunião, a Camex aprovou a aplicação de direito antidumping por cinco anos para etanolaminas provenientes da China e resinas de polietileno originárias dos Estados Unidos e do Canadá. O objetivo é proteger a indústria nacional de importações a preços considerados desleais, abaixo do valor de mercado no país de origem.
“O colegiado decidiu, por interesse público, reduzir os valores do direito antidumping para os níveis do regime provisório vigente nos últimos seis meses, evitando impactos adicionais na cadeia produtiva”, explicou a entidade.
Da Redação (Com informações do Cidade Verde)







