A amamentação em público por vezes é tida como tabu em meio à sociedade e muitas mães já sofreram algum constrangimento ao amamentar seus filhos em algum local público. Em Teresina, foi criado o “mamaço”- movimento que apóia essa prática – passou a ser o principal meio de protesto a favor do ato de amamentar.
A administradora Larissa Silva, já passou por esse constrangimento ao amamentar a filha em um restaurante de Teresina. “Estava em um grande restaurante da zona Leste quando fui amamentar meu filho um garçon chegou perto e pediu para que em me dirigisse ao banheiro do local, mas que não poderia amamentar na mesa que estava com o meu esposo e outra filha”, conta.
No Piauí, esta prática de amamentação em locais públicos, passou a ser Lei a partir do dia 28 de dezembro de 2017. A Lei 7.085, de autoria do deputado estadual, Fernando Monteiro (PRTB), dispõe como sendo livre o ato de amamentar e é reconhecida pelo Ministério da Saúde como o primeiro direito da criança após o nascimento, sendo recomendada até o segundo ano de vida, devendo acontecer no ritmo natural da criança e sem restrições de horário.
“Sem dúvida a lei vem para beneficiar as mães que carregam seus filhos recém- nascidos e precisam amamentá-los. Não há o porquê constranger ou proibir tal ato. Em Teresina essa proibição gerou muito desconforto e agora teremos esse direito”, pontua o deputado Fernando Monteiro.
Os estabelecimentos têm até três meses, desde a aprovação da Lei, para se adequarem às normas. “Caso não sejam cumpridas o estabelecimento será multado em R$ 500 e, em casos de persistência, a multa terá o valor de R$ 1 mil”, finaliza o parlamentar.
FONTE: Fala Piauí








