
O estado do Piauí conta atualmente com 64 sistemas de dessalinização em funcionamento, implantados por meio do Programa Água Doce (PAD), coordenado pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR). A iniciativa tem como objetivo assegurar o acesso à água potável para comunidades rurais que dependem de fontes salobras ou salinas, especialmente em regiões afetadas pela seca.
Ao todo, o PAD já implantou 1.131 sistemas em dez estados do semiárido brasileiro, sendo 207 entregues apenas durante a atual gestão federal. O Piauí está entre os estados com maior número de instalações, ao lado da Bahia (298), Ceará (265), Rio Grande do Norte (153) e Paraíba (106).
“O PAD utiliza tecnologia de dessalinização em poços profundos para transformar a realidade de milhares de famílias. A atuação é compartilhada entre União, estados, municípios e comunidades beneficiadas, promovendo uma gestão participativa desde a implantação até a operação”, destacou o MIDR em nota.
Expansão com apoio do novo PAC
Somente em 2025, 61 novos sistemas entraram em operação nos estados de Pernambuco, Minas Gerais, Maranhão, Rio Grande do Norte e Paraíba. A previsão do MIDR é de que outros 111 sistemas sejam entregues até o final do ano, totalizando 172 — número que ultrapassa a meta inicial de 100 unidades para este ano.
O secretário nacional de Segurança Hídrica do MIDR, Giuseppe Vieira, ressaltou a importância estratégica da expansão do programa:
“Com recursos do novo PAC, vamos levar dessalinizadores a assentamentos e comunidades em situação de vulnerabilidade hídrica. É água potável chegando onde antes só havia escassez”, afirmou.
Para o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, os resultados do PAD vão além dos números:
“Água potável é dignidade, saúde e condição básica para o desenvolvimento. Com o Água Doce, o Governo Federal cumpre seu papel de promover justiça social e garantir segurança hídrica para quem mais precisa”, disse.
Da Redação (Com informações do Portal O Dia)







