
Durante apresentação da proposta orçamentária no Senado nesta terça-feira (8), a ministra do Planejamento, Simone Tebet, confirmou a previsão de salário mínimo de R$ 1.630 para o ano de 2026. Segundo ela, esse valor representa o maior poder de compra real do salário mínimo dos últimos 50 anos.
Tebet explicou que cada R$ 1 de aumento no salário mínimo gera impacto de cerca de R$ 420 milhões nas despesas públicas, devido à vinculação com benefícios como aposentadorias, pensões, abono salarial, seguro-desemprego e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
Reajuste segue nova regra do arcabouço fiscal
A proposta considera a projeção de 4,76% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) nos 12 meses até novembro, somada a um ganho real de até 2,5% acima da inflação, conforme estabelecido pelo novo arcabouço fiscal. A estimativa do INPC está prevista no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO).
Projeções até 2029
O governo também apresentou projeções para os próximos anos:
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2027: R$ 1.724
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2028: R$ 1.823
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2029: R$ 1.925
Esses valores são preliminares e poderão ser revistos nas próximas versões do PLDO.
Quando o novo valor entra em vigor?
Se aprovado pelo Congresso Nacional, o novo salário mínimo de R$ 1.630 passa a valer a partir de 1º de janeiro de 2026, mas os trabalhadores, aposentados e beneficiários de programas sociais só começam a receber o valor reajustado em fevereiro de 2026.
Reajustes nos últimos anos
Veja os valores e percentuais de aumento do salário mínimo nos anos anteriores:
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2019: R$ 998,00 (↑ 4,61%)
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2020: R$ 1.045,00 (↑ 4,68%)
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2021: R$ 1.100,00 (↑ 5,26%)
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2022: R$ 1.212,00 (↑ 10,18%)
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2023: R$ 1.320,00 (↑ 8,81%)
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2024: R$ 1.412,00 (↑ 6,97%)
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2025: R$ 1.518,00 (↑ 7,10%)
Da Redação (Com informações do Portal O Dia)







