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Cinco trabalhadores piauienses são resgatados de trabalho análogo à escravidão em Caldeirão Grande do Piauí

Ação integrada entre PF, MTE, DPU e MPT resgata 20 pessoas em condições degradantes em pedreira no sul do estado

Foto: Reprodução / MPT

Cinco trabalhadores piauienses foram resgatados em situação análoga à de escravidão em uma pedreira no município de Caldeirão Grande do Piauí, no Sul do estado. A operação foi realizada de forma integrada pela Polícia Federal (PF), Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Defensoria Pública da União (DPU) e Ministério Público do Trabalho (MPT-PI), com o apoio do Ministério Público do Trabalho (MPT).

A ação, que faz parte de uma força-tarefa interestadual, também passou pelos municípios de Juazeiro do Norte (CE), Araripina (PE), Exu (PE) e Parnamirim (PE), totalizando 20 trabalhadores resgatados em condições precárias e degradantes. As vítimas viviam em alojamentos insalubres, sem acesso a água potável, banheiros adequados e equipamentos de segurança necessários.

O relatório do MPT destaca a ausência de registro em carteira de trabalho, falta de equipamentos de proteção individual (EPIs) e o descumprimento de normas básicas de saúde e segurança no trabalho. Segundo o procurador do Trabalho Edno Moura, coordenador regional de combate ao trabalho escravo no Piauí, “as condições de trabalho encontradas violam a dignidade humana e os direitos fundamentais desses trabalhadores”.

Este é o primeiro resgate de trabalhadores piauienses em território do estado em 2025, mas não é o único caso. Outros grupos de piauienses já haviam sido libertados em outros estados, como:

  • Pacatuba (CE): Três trabalhadores da construção civil;

  • Magalhães de Almeida (MA): Quatro trabalhadores na extração de palha de carnaúba;

  • Gentio do Ouro (BA): 30 trabalhadores também na extração de carnaúba;

  • Porto Alegre do Norte (MT): Grupo resgatado em canteiro de obras de uma usina de etanol.

O procurador Edno Moura reforçou a importância da denúncia anônima de casos suspeitos de trabalho escravo. “É fundamental que a sociedade esteja atenta e denuncie situações de exploração. O combate a esse tipo de crime depende da atuação conjunta das instituições e da conscientização da população”, afirmou.

As denúncias podem ser feitas de forma anônima e segura por meio do site www.prt22.mpt.mp.br/servicos/denuncias, pelo WhatsApp (86) 99544-7488, ou presencialmente nas unidades do MPT em Teresina, Picos e Bom Jesus.

Da Redação (Com informações do Cidade Verde)

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