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Justiça mantém prisão de professor acusado de abusar de mais de 200 crianças e adolescentes

Suspeito foi preso no Piauí e aguarda transferência para o Maranhão, onde os crimes teriam ocorrido entre 2023 e 2025

Foto: Polícia Civil

O Tribunal de Justiça do Piauí manteve a prisão do professor acusado de abusar sexualmente de mais de 200 crianças e adolescentes no município de Tuntum, no Maranhão. O suspeito foi preso na quarta-feira (21), na cidade de União (PI), e passou por audiência de custódia nesta quinta-feira (22), em Teresina, onde a detenção foi confirmada.

Contra o professor havia um mandado de prisão em aberto expedido pela Justiça maranhense. A audiência de custódia ocorreu na Central Regional de Inquérito II – Polo Interior, na capital piauiense. De acordo com as autoridades, ele deverá permanecer em Teresina por cerca de um mês, até ser recambiado para uma unidade prisional no Maranhão.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil do Maranhão, que apura a extensão dos crimes e a possível existência de novas vítimas.

Segundo o delegado Wlisses Alves, da 13ª Delegacia Regional de Presidente Dutra (MA), o professor é suspeito de praticar atos libidinosos dentro da sala de aula. As investigações apontam que os abusos teriam ocorrido de forma recorrente entre os anos de 2023 e maio de 2025, tendo como vítimas alunos da rede de ensino local.

Ainda conforme o delegado, foi solicitada a realização de perícia médica nas crianças e adolescentes envolvidos, procedimento considerado essencial para o avanço das investigações. “O ato libidinoso é qualquer gesto que, em contexto de sexualidade, satisfaça a lascívia do criminoso. Por isso, é fundamental a perícia realizada por uma equipe multidisciplinar”, explicou.

O delegado informou ainda que o suspeito chegou a ser preso em maio do ano passado, mas foi colocado em liberdade em outubro. No entanto, o surgimento de novos fatos e o aumento no número de vítimas levaram à instauração de um novo inquérito policial.

As investigações continuam em andamento, e a polícia não descarta que o número de vítimas possa ser ainda maior.

Da Redação (Com informações do Cidade Verde)

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