
Um levantamento do g1 revelou que seis homens são atualmente procurados pela Justiça no Piauí por crimes de feminicídio e tentativa de feminicídio. Contra eles, há mandados de prisão em aberto que deveriam estar sendo cumpridos, mas os suspeitos seguem em liberdade. Os dados têm como base o Banco Nacional de Medidas Penais e Mandados de Prisão (BNMP), do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
O mapeamento reúne crimes cometidos ao longo de mais de duas décadas, entre o fim dos anos 1990 e 2023, e inclui casos de extrema violência contra mulheres em diferentes regiões do estado.
Entre os nomes citados está o de Rogério Gomes de Sousa, condenado a 36 anos e 9 meses de prisão em regime fechado pelo assassinato da ex-namorada, a adolescente Emily Hellen Alves Moura, de 16 anos. O crime ocorreu em 9 de setembro de 2022, em Valença do Piauí, na casa da mãe da vítima e na frente do filho do ex-casal, que tinha apenas cinco meses de idade na época.
Após matar a adolescente a tiros, Rogério ainda ameaçou familiares da vítima e fugiu. Ele ficou foragido por 15 dias, até ser preso na cidade de Pouso Alegre, em Minas Gerais. Apesar da condenação, o nome dele aparece entre os procurados com mandado pendente, segundo o levantamento.
Além de Rogério Gomes, também constam na lista os nomes de José Carlos dos Santos, Amaro José de Araújo, Pedro de Castro Santos, Valdeci Batista da Silva e Roberto Lima da Costa.
Roberto Lima da Costa é investigado pelo assassinato da ex-companheira Carla, de 48 anos, morta com golpes de picareta em 2022, no Residencial Eduardo Costa, Zona Sul de Teresina. Ele chegou a ser preso em 2023, mas atualmente figura como procurado.
Já Amaro José de Araújo é acusado de matar Francisca Maria de Sousa, encontrada morta dentro de uma residência no município de Caldeirão Grande do Piauí, em 2017.
O levantamento evidencia a persistência da impunidade em casos de feminicídio e reforça a necessidade de cumprimento dos mandados de prisão, além de políticas públicas mais eficazes para a proteção de mulheres e o enfrentamento à violência de gênero.
Da Redação (Com informações do G1 PI)







