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Número de pessoas em situação de rua cresce no Piauí e ultrapassa 1,7 mil

Levantamento da UFMG aponta aumento contínuo desde 2023, com maioria concentrada em Teresina e perfil predominante de adultos com baixa escolaridade

Pessoa em situação de rua — Foto: Reprodução/TV Globo

O número de pessoas em situação de rua no Piauí chegou a 1.767 em dezembro de 2025, segundo dados do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O levantamento é baseado em informações do Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), e abrange 49 dos 224 municípios do estado.

O dado representa o maior índice dos últimos anos. Em 2023, o estado registrava 1.325 pessoas em situação de rua; em 2024, o número subiu para 1.672, mantendo a tendência de crescimento.

A maior concentração está em Teresina, com 1.010 pessoas, seguida por Parnaíba (198) e Floriano (27).

Em nota, a Prefeitura de Floriano afirmou que o aumento está relacionado à migração de pessoas em busca de oportunidades, destacando que a situação é acompanhada pela gestão municipal. Já a Prefeitura de Parnaíba informou que mantém ações de atendimento por meio da assistência social e destacou que parte das pessoas atendidas nos equipamentos públicos não permanece continuamente nas ruas.

O levantamento também aponta que mais de 50% da população em situação de rua tem entre 40 e 59 anos, e 44,4% possuem ensino fundamental incompleto. Além disso, 47,5% informaram ter atualizado o CadÚnico nos últimos 12 meses.

Em Teresina, iniciativas sociais e projetos de acolhimento buscam atender essa população. A Pastoral do Povo de Rua, por exemplo, afirma atender diariamente dezenas de pessoas em situação de vulnerabilidade, oferecendo alimentação e apoio social.

Órgãos municipais também destacam serviços como o Centro POP, que oferece alimentação, atendimento especializado e suporte social, além de ações como banho assistido, distribuição de roupas e encaminhamentos para acolhimento institucional.

Entre os relatos de pessoas atendidas, aparecem histórias de vulnerabilidade e sonhos simples, como moradia e reencontro familiar, evidenciando os desafios enfrentados diariamente por quem vive nas ruas.

Da Redação (Com informações do G1 PI)

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