
A interdição parcial da maternidade Evangelina Rosa repercutiu nacionalmente nesta quarta-feira (21/11). Até o momento, apenas os casos de alta complexidade vão ser atendidos, isto é, aqueles em que a mãe e o bebê precisam de cuidado especial. O atendimento deve ser por meio de regulação.
A decisão foi tomada na terça (20/11) após o Conselho Regional de Medicina (CRM-PI) constatar uma série de irregularidades dentro das dependências do hospital, entre elas: falta de insumos, medicamentos e questões estruturais, sobretudo por causa da superlotação. Segundo dados da Rede Cegonha, dos 174 leitos obstétricos, apenas 48 são macas para alto risco.
O CRM entendeu que a maternidade deve focar no atendimento aos casos mais graves, pois é uma unidade voltada para tal e que os partos sem risco podem ser feitos em outros hospitais.
200 mortes, falta de material básico e superlotação: Após interdição, Maternidade Evangelina Rosa vira destaque nacional (Foto: Montagem OitoMeia)
Agora a preocupação de muitos teresinenses é para onde vão as gestantes que não estão em estado crítico, mas estão em trabalho de parto. Segundo o Governo, pacientes de baixo e médio risco serão encaminhadas para outras maternidades. Atualmente, funcionam na capital as unidades do Buenos Aires, na zona Norte, do Promorar, na zona Sul, do Satélite, na zona Leste, e a do Dirceu, na zona Sudeste.
Ao OitoMeia, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) afirmou por nota que as quatro unidades municipais possuem leitos suficientes para atender e acolher as gestantes de Teresina. O órgão explicou, porém, que como as maternidades atendem outras 30 cidades nos arredores da capital, era necessário a utilização de espaço no Evangelina Rosa para as grávidas de baixo risco.
“Diante da recente interdição ética do trabalho médico na porta de entrada desta maternidade estadual pelo Conselho Regional de Medicina, no sentido de somente admitir pacientes com alto risco e mediante sistema de regulação, esperamos que se restabeleça o pleno funcionamento dos serviços, importante à fluidez de toda a rede do SUS”, respondeu em nota.
Sobre uma possível sobrecarga nos demais locais, a FMS afirmou que espera que o Governo Estadual organize as maternidades de outros municípios, para diminuir a demanda à capital.
A Fundação Municipal de Saúde esclarece que as 4 maternidades da Prefeitura de Teresina (localizadas nos bairros Satélite, Promorar, Dirceu e Buenos Aires) possuem leitos suficientes pra atender e acolher as gestantes de Teresina. Como a capital piauiense é referência para atendimento de gestantes da Região de Saúde Entre Rios, que abrange mais 30 municípios do Piauí, é necessária a disponibilização dos leitos de baixo risco da Maternidade Dona Evangelina Rosa para suprir toda a demanda. Ali, inclusive, existe Centro de Parto Normal, destinado à gestação de baixo risco. Diante da recente interdição ética do trabalho médico na porta de entrada desta maternidade estadual pelo Conselho Regional de Medicina, no sentido de somente admitir pacientes com alto risco e mediante sistema de regulação, esperamos que se restabeleça o pleno funcionamento dos serviços, importante à fluidez de toda a rede do SUS. O Governo do Estado do Piauí também deve organizar as maternidades dos municípios piauienses, de modo que diminua a possível sobrecarga para Teresina. É importante esclarecer ainda que, segundo o Plano da Rede Cegonha, a Maternidade Dona Evangelina Rosa conta com 174 leitos obstétricos, sendo que apenas 48 são leitos de alto risco.
FONTE: Oito Meia







