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Operação Porteira Fechada: Proprietários podem ser processados por acidentes com animais no Piauí

PRF intensifica Operação Porteira Fechada para responsabilizar proprietários de animais soltos; perigo é maior à noite e em períodos chuvosos.

Helder Felipe e o inspetor Fabrício Loiola | Foto: Reprodução

O Piauí registrou um número alarmante de acidentes com animais nas estradas, com mais de 30 mortes nos primeiros quatro meses de 2025. Os dados, divulgados pelo Observatório de Trânsito da Secretaria de Segurança Pública, indicam uma continuidade do problema, que já havia causado 65 óbitos em 2024. Somente nas rodovias federais, foram 68 sinistros com animais, resultando em 8 mortes.

Em entrevista ao Podmeio, o Superintendente da Polícia Rodoviária Federal (PRF), inspetor Fabrício Loiola, alertou que os proprietários dos animais podem ser penalizados com multas e até mesmo responder por crimes de lesão corporal e homicídio, tanto culposo quanto doloso. Segundo o inspetor, a PRF tem atuado de forma colaborativa com a SSP-PI, Polícia Militar e Polícia Civil, por meio da Operação Porteira Fechada.

“A operação traz a identificação do proprietário, para que seja possível a responsabilização criminal, através da aplicação de uma pena e do processo criminal, e também a responsabilização civil. Que o proprietário daquele animal possa responder e tenha o dever de ressarcir o dano que ele causou”, explicou Loiola.

Somente em 2024, a PRF apreendeu 2.836 animais nas BRs que cortam o estado. O levantamento para identificar os proprietários é feito através das marcas nos animais, que são cadastradas em um banco de dados da ADAPI e da SSP-PI. O inspetor Fabrício Loiola ressaltou a dificuldade desse método e a busca por soluções mais eficazes: “Aquelas marcas, elas são registradas para identificar o proprietário. Inclusive, a gente está buscando experiências ao longo do mundo todo, para apresentar com o propósito de solução. Aquela marca, ela é registrada, mas ela tem uma dificuldade, por quê? E quando aquele animal foi comercializado? E quando mudar o local? A solução de repente é substituir por selos de plástico, aqueles selos invioláveis”.

O perigo de acidentes com animais é intensificado no turno da noite, período em que os animais buscam se aquecer no asfalto. “Tanto no período noturno como no período chuvoso, ele tende a procurar o asfalto para se aquecer. O pessoal costuma ver no Piauí aquela vegetação seca e associa a calor, mas no período chuvoso, o que a gente chama de sabiazal, que é uma mistura de caatinga com a vegetação de transição, ela retém aquela temperatura, ou mais quente, ou mais frio, então, quando chove, o animal sente o impacto daquilo, e aí ele sobe para asfalto para buscar se aquecer”, afirmou o inspetor.

Da Redação (Com informações do Meio News)

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