
A Federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas (PP), oficializou nesta terça-feira (2) a saída do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Em nota, a federação determinou que todos os filiados que ocupam cargos no governo federal devem entregar suas funções, sob risco de sanções. “Em caso de descumprimento desta determinação, se dirigentes desta federação em seus estados, haverá o afastamento em ato contínuo. Se a permanência persistir, serão adotadas as punições disciplinares previstas no estatuto”, afirma o comunicado.
Segundo a federação, a medida “representa um gesto de clareza e de coerência. É isso que o povo brasileiro e os eleitores exigem de seus representantes”.
A decisão atinge diretamente os ministros Celso Sabino (Turismo), do União Brasil, e André Fufuca (Esportes), do Progressistas.
Impacto político
O movimento ocorre em meio ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Supremo Tribunal Federal (STF) e num contexto de pressão de Lula sobre partidos aliados.
Nos bastidores, o presidente vinha cobrando maior fidelidade do União Brasil e do PP, sobretudo em votações no Congresso e em manifestações públicas em que as legendas evitaram se contrapor à oposição.
Com o desembarque, o Palácio do Planalto terá de redesenhar a Esplanada e buscar novos apoios para recompor sua base. A saída de duas pastas estratégicas representa um desafio extra para Lula, que precisa reorganizar espaços de poder e preservar a governabilidade.
Da Redação (Com informações do Cidade Verde)







