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Do Enem para o mundo: jovens piauienses transformam a escola pública em ponte para as ciências e a tecnologia

Trajetórias de estudantes da rede estadual mostram como dedicação, projetos educacionais e apoio familiar estão abrindo espaço para meninas nas áreas de exatas, dentro e fora do Brasil

Estudante Wylana Gabryelly | Foto: Reprodução/ Arquivo pessoal

Em meio à expectativa nacional pela divulgação dos resultados do Enem, histórias de jovens estudantes da rede pública do Piauí revelam como a educação tem sido decisiva para transformar realidades e ampliar horizontes, especialmente nas áreas das ciências exatas e da tecnologia — campos ainda marcados pela desigualdade de gênero.

Uma dessas trajetórias é a de Wylana Gabryelly, aluna da rede estadual que encontrou na Matemática não apenas afinidade, mas um projeto de vida. Desde cedo, a rotina da estudante foi marcada pela disciplina entre casa e escola, potencializada pelo ensino integral e pelo apoio de professores. “Eu amo matemática. Gosto de resolver problemas e sinto que sou boa nisso”, afirma, com a segurança de quem construiu o sonho passo a passo.

O empenho chamou atenção em 2024, quando Wylana foi selecionada para participar do Seduckathon, iniciativa da Secretaria de Educação do Piauí voltada à inovação. O que parecia apenas mais um evento se transformou em uma oportunidade inédita: um intercâmbio educacional internacional. Em 2025, ela embarcou para a Alemanha, onde participou de atividades ligadas à tecnologia, robótica, design e impressão 3D, além de visitas culturais e industriais.

De volta ao estado, a estudante retomou os estudos com objetivos ainda mais claros. O próximo passo é ingressar na universidade por meio do Enem e cursar licenciatura em Matemática, com o desejo de, futuramente, estudar fora do país. Para a família, especialmente para a avó Antônia, a trajetória da neta simboliza a força da educação como herança e ferramenta de ascensão social.

Outra história que reforça esse cenário é a de Maria Rita, de 18 anos, moradora da periferia de Teresina. Jovem aprendiz e estudante da rede pública, ela descobriu o interesse pela tecnologia ao participar de um hackathon escolar. A experiência resultou no desenvolvimento do aplicativo Aprende Comigo, voltado à inclusão de pessoas com deficiência, projeto que conquistou o primeiro lugar na competição.

Autodidata, Maria Rita também aprendeu diversos idiomas por conta própria e sonha em atuar em grandes empresas de tecnologia no exterior. Apesar de reconhecer os desafios emocionais do Enem, ela vê na universidade a chave para alcançar estabilidade e ajudar a família.

As trajetórias de Wylana e Maria Rita evidenciam como a escola pública, aliada a políticas educacionais e projetos inovadores, pode se tornar um ponto de virada. Em um setor onde mulheres ainda representam minoria, essas jovens mostram que talento, oportunidade e persistência podem levar da sala de aula ao mundo.

Da Redação (Com informações do Meio News)

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