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Caminhoneiro disse ter ouvido impacto e seguiu viagem após acidente que matou policial da ROCAM em Picos

Segundo a PRF, motorista alegou não ter percebido a gravidade da colisão; ele foi localizado horas depois e deve responder por omissão de socorro e homicídio culposo.

Carlos André Monteiro Fernandes Filho/Motocicleta destruida após acidente. | Foto: Reprodução

Após o grave acidente que resultou na morte do policial militar da ROCAM, Carlos André Monteiro Fernandes Filho, de 27 anos, o caminhoneiro envolvido afirmou que ouviu o barulho da batida, sentiu o veículo vibrar, mas acreditou que não se tratava de algo grave e seguiu viagem. A informação foi confirmada pelo inspetor Leandro Caldas, da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

De acordo com o inspetor, o motorista relatou que trafegava normalmente quando escutou um ruído e percebeu um tremor no caminhão, mas não parou para verificar o ocorrido. “Ele disse que ouviu a batida e sentiu o caminhão vibrando, mas pensou que não tinha sido nada e continuou a viagem”, explicou Caldas.

O acidente

A colisão aconteceu na noite de quinta-feira (29), no bairro Junco, em Picos. O policial Carlos André estava em serviço e atendia a uma ocorrência no momento do acidente. Segundo a PRF, a batida foi lateral, envolvendo a motocicleta conduzida pelo militar e o caminhão, que seguiam em sentidos opostos.

Ainda conforme o inspetor, uma análise preliminar indica ausência de reação por parte de um dos condutores. “No local não há marcas de frenagem nem outros vestígios que indiquem tentativa de evitar o acidente. Isso sugere ausência de reação”, afirmou, ressaltando que as investigações seguem em andamento.

Caminhoneiro foi preso

Após o acidente, o motorista do caminhão deixou o local sem prestar socorro. Ele foi interceptado horas depois por uma equipe da PRF no município de Alegrete. Durante a abordagem, os agentes constataram que o caminhão apresentava danos compatíveis com a colisão envolvendo a motocicleta da ROCAM.

O condutor foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Fronteiras, onde deve responder por omissão de socorro e, possivelmente, por homicídio culposo na direção de veículo automotor.

Em nota oficial, a Polícia Militar lamentou profundamente a morte do soldado Carlos André, destacando sua dedicação, compromisso e o legado de honra deixado à corporação e à sociedade. A morte do jovem policial causou grande comoção entre familiares, amigos e colegas de farda.

Da Redação (Com informações do Meio News)
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