
A Secretaria de Segurança Pública, por meio da Polícia Civil do Estado do Piauí, em ação conjunta com a Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE), deflagrou na manhã desta quarta-feira (4) a Operação Falso Advogado, com o cumprimento de 62 medidas judiciais, entre mandados de prisão e de busca e apreensão. Até o momento, 13 pessoas foram presas.
A operação tem como objetivo desarticular uma organização criminosa especializada em estelionato eletrônico, invasão de dispositivo informático e associação criminosa. Segundo as investigações, o grupo utilizava técnicas avançadas de engenharia social para acessar dados processuais sigilosos e enganar vítimas que possuíam ações judiciais em andamento.
O esquema consistia na criação de perfis falsos de advogados. Os criminosos entravam em contato com as vítimas informando sobre a suposta liberação de alvarás judiciais e exigiam o pagamento de “taxas judiciais” inexistentes para que os valores fossem liberados. Os pagamentos eram solicitados, em geral, por meio de transferências via PIX.
A operação contou com a participação das Polícias Civis do Ceará, Goiás, Pernambuco e Amazonas, com cumprimento simultâneo de medidas nas cidades de Fortaleza, Maracanaú, Tauá, Pacatuba, Caucaia e Aracoiaba (CE); Aparecida de Goiânia (GO); Manaus e Borba (AM); Recife e Paulista (PE). Também prestaram apoio a Superintendência de Operações Integradas (SOI) e a Coordenação de Serviços Virtuais da Polícia Civil do Piauí.
De acordo com o coordenador do DRCC, delegado Humberto Marcola, a população deve redobrar a atenção.
“Advogados e tribunais não solicitam pagamentos imediatos via PIX para liberação de valores judiciais. Na dúvida, entre em contato direto com o escritório por um número oficial já conhecido”, alertou o delegado.
Da Redação (Com informações do Portal O Dia)







