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Brasil entra em alerta após avanço do sarampo nas Américas em 2026

Aumento de casos no continente e registro importado em bebê acendem preocupação com queda na vacinação

Reprodução/Agência Brasil

O Brasil entrou em estado de alerta diante do crescimento acelerado de casos de sarampo nas Américas em 2026. Em pouco mais de dois meses, o continente já contabilizou 7.145 infecções, quase metade do total registrado em todo o ano passado.

O primeiro caso confirmado no país neste ano ocorreu na cidade de São Paulo, em uma bebê de 6 meses que contraiu o vírus durante viagem à Bolívia, onde há surto da doença. Por não ter idade para vacinação, a criança estava mais vulnerável à infecção.

Apesar do registro, o Brasil mantém o certificado de área livre da circulação do vírus, concedido pela Organização Pan-Americana da Saúde em 2024, já que não há transmissão sustentada no território nacional até o momento. Ainda assim, especialistas alertam para o risco de reintrodução da doença, especialmente em cenários de baixa cobertura vacinal.

Segundo o Programa Nacional de Imunizações, o país está em alerta máximo e tem intensificado ações de prevenção. O calendário do Sistema Único de Saúde prevê duas doses da vacina contra o sarampo, aplicadas aos 12 e 15 meses de idade.

Dados recentes mostram que, em 2025, 92,5% dos bebês receberam a primeira dose, mas apenas 77,9% completaram o esquema vacinal no prazo recomendado, índice abaixo do ideal para garantir proteção coletiva.

Especialistas destacam que a vacina é altamente eficaz, prevenindo tanto a doença quanto a transmissão do vírus. Entre as medidas adotadas estão o bloqueio vacinal em áreas com casos suspeitos, busca ativa de infectados e reforço da vigilância em aeroportos e regiões de fronteira.

O avanço da doença nas Américas tem maior concentração em países como Estados Unidos, México e Guatemala, com a maioria dos casos ocorrendo entre pessoas não vacinadas.

O sarampo é altamente contagioso e pode causar complicações graves, como pneumonia e encefalite. Os sintomas incluem febre alta, manchas vermelhas pelo corpo, tosse, coriza e irritação nos olhos.

Diante do cenário, autoridades reforçam a importância de manter a vacinação em dia, especialmente antes de viagens internacionais, como forma de evitar novos surtos e proteger a população mais vulnerável.

Da Redação (Com informações do Portal O Dia)

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