
Um levantamento realizado pelo Centro de Inteligência em Agravos Tropicais, Emergentes e Negligenciados da UFPI, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí (Fapepi), aponta que maio deve ser o mês com maior risco de mortes por dengue no estado. O estudo analisou dados epidemiológicos de casos registrados entre 2003 e 2025, identificando picos de mortalidade especialmente nos meses de abril e maio.
Segundo o infectologista Carlos Henrique Nery, o atraso no início das chuvas este ano pode deslocar a incidência de casos graves para maio. “É preciso atenção redobrada, principalmente com os cuidados preventivos. Bastam 10 minutos por semana para eliminar focos de água parada em casa”, explicou.
O especialista destaca que o risco aumenta devido à proliferação do mosquito nos meses anteriores. Com a diminuição das chuvas, ovos do Aedes aegypti permanecem nos reservatórios secos, e os insetos adultos podem gerar cerca de 100 filhotes por fêmea, intensificando uma segunda onda de transmissão da doença.
Além disso, a circulação do sorotipo DENV-3, que retornou ao Brasil em 2025, representa um risco adicional, pois muitas pessoas não possuem imunidade contra essa variante. O infectologista alerta que a imunidade parcial adquirida por infecções anteriores com outros sorotipos pode resultar em formas mais graves da doença.
A prevenção continua sendo a principal estratégia de combate à dengue. A recomendação é eliminar água parada, manter lixeiras e caixas d’água tampadas, garrafas de cabeça para baixo e instalar telas em portas e janelas. A vacinação também é uma alternativa, indicada para grupos específicos.
Em caso de sintomas como febre alta, dor intensa no corpo, náuseas ou boca seca, a orientação é procurar imediatamente uma unidade de saúde. O atendimento precoce é fundamental para evitar complicações e reduzir o risco de evolução para dengue grave, que pode provocar desidratação, queda de pressão e choque.
A pesquisa reforça a necessidade de ações de prevenção contínuas, monitoramento rigoroso dos focos do mosquito e atenção da população para reduzir os impactos da dengue no Piauí durante os próximos meses.
Da Redação (Com informações do Cidade Verde)







