Um homem de 46 anos morreu em Carmo do Paranaíba, interior de Minas Gerais, devido à infecção por hantavírus, marcando o primeiro óbito confirmado pela doença no Brasil em 2026. A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), com diagnóstico validado pela Fundação Ezequiel Dias (Funed).
Segundo a SES-MG, a vítima apresentava histórico de contato com roedores silvestres em área de lavoura. O caso é isolado e não possui relação com registros anteriores da doença no país.
O hantavírus, uma zoonose transmitida por partículas presentes na urina, fezes e saliva de roedores infectados, tem causado preocupação mundial. No Brasil, até o final de abril, sete casos já foram confirmados, sem ligação com a variante associada a surtos recentes em cruzeiros internacionais.
Em 2025, 35 pessoas foram infectadas pelo vírus no país, das quais 15 não resistiram à doença. A hantavirose manifesta-se principalmente como síndrome cardiopulmonar, com sintomas iniciais como febre, dores no corpo, cefaleia e dores abdominais, podendo evoluir para dificuldade respiratória, tosse seca, aceleração dos batimentos cardíacos e queda de pressão.
Não existe tratamento específico ou vacina contra a doença, sendo o atendimento focado em medidas de suporte clínico. Autoridades reforçam a importância de cuidados preventivos em áreas rurais, evitando contato com roedores e mantendo ambientes limpos e protegidos.
Da Redação (Com informações do Meio Norte)








