
O Governo do Piauí lançou nesta segunda-feira (15) a força-tarefa estadual Pacto Piauí Sem Queimadas, iniciativa que reúne os 224 municípios do estado, órgãos estaduais, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e instituições parceiras no enfrentamento às queimadas e incêndios florestais durante o período seco.
O programa prevê a formação de brigadas municipais em 212 cidades, além de investimentos que somam R$ 36 milhões, sendo R$ 12 milhões destinados à aquisição de equipamentos de proteção para brigadistas e R$ 24 milhões para reforço da estrutura do Corpo de Bombeiros.
Durante o lançamento, o governador Rafael Fonteles destacou a necessidade de ampliar ações preventivas e reduzir os impactos ambientais causados pelo fogo. Segundo ele, as queimadas provocam danos superiores aos do desmatamento e exigem resposta rápida e integrada.
Um dos pilares da iniciativa é o fortalecimento das brigadas municipais, que atuarão no combate inicial aos focos de incêndio, especialmente em áreas rurais e de difícil acesso. O governo também anunciou a formação de 275 novos soldados do Corpo de Bombeiros e a implantação de novos postos avançados em municípios estratégicos.
Entre as novidades do programa está a criação de um sistema de alertas de incêndio via WhatsApp, permitindo comunicação em tempo real entre equipes de monitoramento e gestores. O pacto também inclui ações de educação ambiental, como o projeto Defesa Civil nas Escolas e capacitações para produtores rurais e comunidades tradicionais.
O Plano Anual de Ações Integradas (PAIF-PI) também foi apresentado como base das operações, organizando as ações em três fases: verde (planejamento), amarela (prevenção) e vermelha (combate). O modelo ainda estabelece níveis de resposta para atuação proporcional à gravidade dos incêndios.
Durante a solenidade, foram entregues kits de combate a incêndios para municípios prioritários, contendo equipamentos como abafadores, sopradores, luvas, lanternas e mochilas costais.
Com a chegada do período mais seco do ano, marcado por altas temperaturas e baixa umidade, o governo aposta que o reforço das brigadas e a integração entre os órgãos ajudem a reduzir os impactos ambientais, econômicos e sociais das queimadas no estado.
Da Redação (Com informações do Cidade Verde)







