O presidente da Associação Piauiense dos Municípios (APPM), Arinaldo Leal, informou que 60% dos prefeitos do Piauí, ou seja, cerca de 134 municípios, pagaram seus funcionários da educação somente na sexta-feira (10), com a primeira parcela de janeiro dos recursos vindos do Governo Federal. De acordo com o gestor, que também é prefeito do município de Vila Nova do Piauí, os recursos não são suficientes para arcar com as contas.
Desde de 2013, o prefeito afirmava que o dinheiro enviado para os municípios, destinados ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), não era suficiente para arcar com todas as contas da educação, já que este dinheiro serve para pagar os funcionários e implementar melhorias nas escolas e creches do município.
“Este é um problema antigo e no final de ano muitos gestores enfrentaram estas dificuldades. Não tiveram como pagar o salário de dezembro com o recurso enviado porque ainda tiveram que pagar o 13°. O salário extra foi pago normalmente e como eles tinham até o quinto dia útil do mês seguinte para pagar o salário de dezembro, preferiram atrasar um pouco este pagamento”, conta o presidente da APPM.
Para Arinaldo Leal o motivo principal dos prefeitos não conseguirem arcar com todos os compromissos referentes à educação, com o recurso enviado pelo governo federal, foi devido o aumento do piso salarial dos professores. “Teve o aumento do piso, mas o valor do repasse não teve nenhum incremento, porque o valor é baseado no valor aluno/ano e este valor não aumentou”, explica.
Para 2014, a APPM vai procurar representantes do Governo Federal para que o repasse seja aumentado pelo menos na porcentagem referente ao aumento do piso dos educadores. “Precisamos equiparar para ter como equilibrar as contas”, informa o gestor. Ele lembra que este foi um dos principais problemas enfrentados no ano de 2013.
“Tivemos problemas também por causa da seca que castigou muito, mas também posso dizer que estamos encontrando problemas em cumprir com as obrigações impostas pelo governo federal, como do Fundeb e do Programa de Saúde da Família (PSF)”, explica o chefe do executivo.
Arinaldo Leal ressalta que os problemas enfrentados em 2013 vão servir como experiência e que neste novo ano, os gestores vão trabalhar baseados nos recursos do ano passado. “Vamos fazer uma média e nos programar baseado no ano anterior, para não termos surpresas”, conclui o presidente da associação.
FONTE: Portal AZ







