Está nas mãos do Conselho de Sentença do Tribunal do Júri da Comarca de Picos, que é composto por cinco mulheres e dois homens, o futuro da empresária do ramo ótico, Antônia de Sousa Andrade, que é mais conhecida como “Toinha”.
Na manhã desta terça-feira (17), teve início o julgamento no qual ela é acusada pelo Ministério Público de ser a mandante do homicídio do o próprio marido o empresário, Epaminondas Coutinho Feitosa, crime ocorrido na Rua Zuza Lino, no Centro, no dia 08 de junho de 2013.
O que chamou a atenção nesse julgamento fato do processo de “Toinha” ter sido desmembrado dos outros três acusados de envolvimento nesse crime de pistolagem: José Manoel dos Santos, que é mais conhecido como “Santinho”, Rinaldo José do Nascimento, que é mais conhecido como “Teté” e Tiago Osório Cavalcante.
Para o assistente da acusação, advogado, José Solano Feitosa, houve uma inversão no que normalmente ocorre nesse tipo, onde os autores materiais e agenciadores costumam ser julgados antes dos mandantes.
“Acredito eu que seja uma estratégia da defesa do brilhante advogado, Doutor Herval Ribeiro, onde ele compreendendo que após insucessos reiterados no sentido de revogação da prisão preventiva da cliente dele, junto ao Tribunal de Justiça do Piauí e dos Tribunais superiores, aí não restava outro meio processual, outro caminho processual que não tentar defendê-la junto ao Tribunal popular do Júri”, avaliou José Solano, acrescentando que os demais acusados recorreram junto ao TJ que ainda não analisou os recursos.
Já o advogado da defesa, Herval Ribeiro, explicou que preferiu não recorrer, e automaticamente deixar a empresária participar do Júri Popular, pelo fato de,segundo ele, não existir qualquer prova ou indícios de que “Toinha” tenha sido a mandante do crime.
“Confiamos no Conselho de Sentença da Comarca de Picos que com certeza mais uma vez vai fazer a justiça e absorver a acusada Antônia Sousa […], pois, para que alguém seja condenado tem que ter pelo menos uma testemunha, não existe testemunha nesse Processo que leve a condenação, não existe uma prova pericial, não existe uma interceptação telefônica, não existe uma imagem, então são ausências de provas que fazem com que a acusada seja hoje absolvida”, analisou Herval Ribeiro.
Ao todo três testemunhas de acusação e três de defesas serão ouvidas nesse julgamento que é presidido pela juíza da 5ª Vara, Nilcimar Araújo Rodrigues, e que tem como representante do Ministério Público a Promotora, Itanieli Rotondo Sá.
Como começou com uma hora e meia de atraso a expectativa da acusação e da defesa é que o julgamento possa se estender até a madrugada ou manhã desta quarta-feira (18).
Uma multidão, entre familiares da vítima e acadêmicos de Direito, lota a Sala de Audiência do Fórum Governador Helvídio Nunes de Barros para acompanhar o julgamento.
A polícia militar reforçou a segurança no local.
FONTE: Dia a Dia Picos








