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Professores decidem amanhã sobre parcelamento do piso

Os professores das escolas estaduais não compareceram para a abertura do ano letivo na maioria dos estabelecimentos. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica Pública do Piauí (Sinte-PI), não houve aulas em pelo menos 600 das 665 escolas do Estado. Os alunos voltaram mais cedo para casa.

Durante toda a manhã de ontem, pelo menos 800 professores ocuparam as arquibancadas do Teatro de Arena e deram início a uma marcha rumo ao Palácio de Karnaka, no Centro da cidade.

De acordo com a presidente do Sinte, Odenir de Jesus, a paralisação é por conta da falta de comprometimento do estado para com a classe. “A última proposta do governo do estado que nós recebemos ainda na semana passada para tentar evitar a greve foi de pagar o reajuste do Piso dos professores de 11,36% em três parcelas a serem pagas em janeiro, agosto e dezembro/2016. Já para os administrativos não foi apresentada nenhuma proposta na última reunião. Com isso, o governo se comprometeu em sentar com os secretários e rever a lei que regulamenta o reenquadramento dos servidores e nós só vamos retomar as atividades mediante um acordo justo”.

Ainda sobre o reajuste dos administrativos, os dirigentes do SINTE-PI recordaram que desde o ano passado houve um descumprimento de lei aprovada que previa um reenquadramento, e que a partir dele haveria um reajuste nas classes dos administrativos de nível médio e superior, o que daria uma melhoria nos salários desse segmento.

greve

No Colégio Estadual Zacarias Góis, o Liceu Piauiense, as aulas começaram na manhã desta segunda-feira, do quadro efetivo de professores, apenas 5% aderiram à paralisação da classe. Porém, segundo a diretora Adriana Lebre, o fato não prejudicou os alunos.

“Estamos com 971 alunos matriculados no sistema regular e integral e eles vieram hoje com vontade de iniciar os estudos, por isso nós remanejamos as aulas para que hoje ela iniciasse”, explica.

No bairro Saci, os alunos foram dispensados logo no início da manhã. A professora Ivanise Oliveira ressalta que a classe precisa dessas ações para mobilizar o governo a pagar aquilo que é de direito. “As pessoas precisam enxergar que o professor está apenas lutando por um direito deles, aqui nós trabalhamos em péssimas condições, salas de aula sem ventilador, sem carteira e ganhamos muito mal”.

A Secretaria de Educação do Estado informou que houve aulas normalmente em parte das escolas da capital e do interior. A rede estadual conta com mais de 250 mil alunos matriculados e 665 escolas.

 

FONTE: Diário do Povo

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