O Grupo de Repressão ao Crime Organizado (Greco) cumpriu mandandos de busca e apreensão em Teresina nesta segunda-feira (15) durante a nova etapa da Operação “Sem Barreiras” ou “Gabarito”. A ação investiga suspeitos de integrarem uma organização criminosa que fraudou 98 concursos públicos.
No total foram 12 mandados que também foram cumpridos nas cidades de Brasília no Distrito Federal, João Pessoa, Olinda, Jaboatão dos Guararapes e Petrolina em Pernambuco. De acordo com o delegado Kleydson Ferreira, no Piauí, a quadrilha tentou fraudar o concurso de agente penitenciário da em 2016.
“Essa organização atuava de acordo com o concurso que ia fraudar, ou seja, os membros da quadrilha se adequam ao certame, à banca organizadora e ao tipo de concurso. De forma geral eles usam ponto eletrônico, celulares, tiram fotos ou usam dublês, que são pessoas que fazem as provas no lugar de quem contrata o esquema, que foi como aconteceu nesse concurso”, explica o delegado Kleydson Ferreira.
Ainda segundo Kleydson Ferreira, os membros da quadrilha receberiam dez vezes o salário oferecido pelo concurso. As investigações agora devem prosseguir, podendo efetuar mais prisões de suspeitos.
Operação Gabarito
Um agente da Polícia Civil do Distrito Federal foi preso hoje pela Corregedoria da instituição suspeito de ser um dos lideres da organização criminosa. Ele estava lotado na 15ª DP (Ceilândia Centro) e foi alvo de prisão preventiva por tempo indeterminado.
“O policial preso no Distrito Federal atuava como um dos principais professores da Organização Criminosa, responsável pela resolução de provas da área de direito, em especial direito penal, processual penal, constitucional, administrativo”, declarou o delegado Lucas Sá, à frente das investigações na Paraíba.
A atuação do policial civil do Distrito Federal havia sido detectada no concurso do Ministério Público do Rio Grande do Norte. Lucas Sá comentou que chegou a pedir por duas vezes a prisão preventiva à Justiça da Paraíba, mas teve os pedidos negados.
O suspeito permaneceu em liberdade, trabalhando normalmente desde o início da operação Gabarito, e só foi preso nesta segunda-feira, em razão da decretação de sua prisão pela justiça do Piauí, com base nas informações encaminhadas pela Delegacia de Defraudações de João Pessoa.
Todos os mandados cumpridos pela Operação Gabarito nesta segunda-feira foram expedidos pela Justiça do Piauí. Durante as investigações da Polícia Civil da Paraíba, foi constatada a fraude do concurso público para agente penitenciário no Piauí pela organização criminosa sediada em João Pessoa, possibilitando a integração das ações da Gabarito na Paraíba com a Justiça piauiense. A Polícia Civil do Piauí, por sua vez, colabora com a operação Sem Barreiras, deflagrada dentro do escopo da Gabarito.
FONTE: Portal AZ







