Falsificação de medicamentos é um crime federal, onde a Vigilância Sanitária atua, geralmente, em conjunto com a Polícia Federal. É comum ver na mídia apreensões de lotes inteiros que entram no país de forma clandestina e acabam chegando às prateleiras das farmácias e colocando assim a vida dos cidadãos em risco.
O presidente do Conselho Regional de Farmácia do Piauí (CRF-PI), Ítalo Rodrigues, disse que o conselho também age quando se depara com situações suspeitas. “Acontece muito no interior do estado, medicamentos que vêm das regiões fronteiriças do Brasil, como Paraguai e Uruguai. Além dos que são falsificados, ainda trazem muitos medicamentos que não têm registro no Brasil. Nessa situação, quando o Conselho detecta uma ocorrência em determinada farmácia, nós acionamos imediatamente a Vigilância Sanitária do Estado, onde ela verifica in loco e aciona a Polícia Federal, especialmente, quando é medicamente de uso restrito”, explicou.
Ainda existem os casos em que se falsifica apenas a data de validade, ou seja, os medicamentos que já venceram recebem apenas nova embalagem com nova data e são recolocados no mercado. Os danos para a saúde dos pacientes podem chegar ao risco de morte, já que dependendo do tipo de medicamento, ele pode demorar a perceber que não está fazendo efeito algum, no caso dos falsos.
O ERRO DA AUTOMEDICAÇÃO
Outro extremo quando se trata de medicação é a chamada automedicação. A farmácia é o maior ponto de atendimento à saúde em qualquer local. O cidadão, quando sente uma dor, já se encaminha à farmácia para comprar um medicamento. Porém, geralmente, ele já chega para impor o medicamento que quer tomar. É neste momento que o cidadão deve exigir a presença do profissional de farmácia. A automedicação é responsável por 20% das internações hospitalares no Brasil devido intoxicação, principalmente no serviço público.
“A pessoa às vezes não sabe que é alérgica àquele medicamento, ou usa de maneira errada, ou ingere com outra substância que podem ter um efeito colateral grave. Então, a automedicação ainda é um grande risco e pode acobertar doenças mais graves, quando o cidadão combate apenas um sintoma, sem saber”, comentou Ítalo Rodrigues.
Vale ressaltar, que a orientação do profissional de farmácia também pode ser um recurso para se proteger dos falsos medicamentos, já que ele pode ser mais acessível para acompanhar o andamento da aplicação da medicação do que recorrer a uma nova consulta com o médico. “O farmacêutico é o profissional da saúde que está na ponta do serviço. Quando a pessoa sai do médico apenas com a receita, ela ainda está cheia de dúvidas e o farmacêutico é a melhor opção para prestar todos os esclarecimentos”.
FONTE: Vooz








