
A declaração foi realizada em entrevista ao Jornal do Piauí desta quinta-feira (03), após uma rebelião na penitenciária de Picos nesta madrugada. Praticamente, todo o presídio foi depredado, incendiado e dois detentos morreram em decorrência dos ferimentos.
“Eles [detentos] acabaram com tudo. Não tem mais colchão. Precisa ser transferido ‘os cabeças’ porque não tem condições de permanecer por lá, pois se permanecer farão novamente. Então, nós ontem tivemos uma atitude certa na hora certa, mas poderia ocorrer uma coisa pior que no Carandiru porque eram 406 detentos em locais menores em que eles atearam fogo. Alguns dos nossos policiais tiveram problemas respiratórios por causa da fumaça preta, mas já estão melhores e tudo foi resolvido”, disse Viana.
Para conter os detentos, o coronel informou que foram utilizados armamento não letal e granadas de ação e reação. “Também contamos com o Corpo de Bombeiros que, sem eles, não tínhamos condições de entrar no presídio”, acrescentou.
“Aqui em Picos, observando o nosso histórico, nós não tínhamos uma rebelião com tal dimensão como foi a de ontem. Os 406 presos estavam todos amotinados, com fogo nos quatro pavilhões, que também estavam depredados. Nós tivemos que entrar na penitenciária nessa situação, foi difícil, mas conseguimos apenas com 40 policiais. Tenho que agradecer a todos os policiais e bombeiros. Poderia ter ocorrido algo bem pior”, declarou Viana.
FONTE: Cidade Verde







