O governador do Piauí, Rafael Fonteles, sancionou a Lei nº 8.709/2025, que torna obrigatória a participação de policiais civis e militares em programas de proteção à saúde, incluindo avaliação biopsicossocial periódica. A medida, publicada no Diário Oficial do dia 6 de junho, altera o Estatuto da Polícia Civil (Lei Complementar nº 37/2004) e o Código de Ética e Disciplina dos Militares do Estado (CEDME/PI, Lei nº 7.725/2022).
De acordo com a nova norma, todos os agentes de segurança pública deverão passar por avaliações biopsicossociais, com encaminhamentos para consultas médicas, psicológicas e laboratoriais especializadas. Além disso, o Estado arcará integralmente com os custos dos exames. A recusa em participar será considerada falta funcional e sujeita a penalidades disciplinares.
A lei ajusta especificamente o inciso XXIV do art. 58 da Lei Complementar 37/2004 e o art. 18 da Lei 7.725/2022 para reforçar essa obrigação, tornando a recusa expressamente passível de sanções.
O secretário da Segurança Pública, Chico Lucas, afirmou que essa é uma importante iniciativa para garantir a saúde e o bem-estar dos profissionais. “A avaliação biopsicossocial periódica é fundamental para cuidar de quem cuida da população. O estresse, o risco e a pressão diária vividos pelos nossos policiais exigem atenção constante à saúde mental. Com essa lei, estamos institucionalizando esse cuidado de forma preventiva e contínua”, destacou.
Essa medida visa assegurar que os policiais recebam o suporte necessário para lidar com os desafios da profissão, promovendo a saúde mental e física da corporação.
Da Redação (Com informações do Cidade Verde)








