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Semarh alerta para intensificação do El Niño e riscos de calor extremo no Piauí

Fenômeno climático deve elevar temperaturas, reduzir chuvas e aumentar risco de incêndios florestais nos próximos meses

Foto: Divulgação/ Governo do Piauí

A Sala de Monitoramento e Previsão de Eventos Climáticos Extremos da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Piauí (Semarh) informou que o fenômeno climático El Niño já está instalado no Oceano Pacífico e deve ganhar intensidade nos próximos meses.

Diante do cenário, a Semarh emitiu alerta à população sobre os possíveis impactos no estado, como aumento das temperaturas, redução da umidade do ar, diminuição das chuvas e maior risco de incêndios florestais.

O El Niño é um fenômeno natural causado pelo aquecimento acima da média das águas do Oceano Pacífico Equatorial, o que provoca alterações nos padrões climáticos em várias regiões do mundo, incluindo o Nordeste brasileiro.

Segundo especialistas da Semarh, há mais de 60% de probabilidade de o fenômeno atingir intensidade forte a partir de setembro deste ano. As primeiras consequências no Piauí devem ser sentidas justamente no período mais quente do ano.

De acordo com o climatologista Pedro Aderaldo, o aquecimento anormal das águas do Pacífico interfere diretamente no regime de chuvas e pode afetar especialmente o Nordeste.

Já a meteorologista Sônia Feitosa destacou que o principal impacto será a combinação de calor mais intenso com baixa umidade do ar, o que também pode trazer prejuízos econômicos, principalmente para a agricultura familiar.

“Além dos efeitos ambientais, a redução das chuvas pode trazer prejuízos econômicos e sociais, sobretudo para o agricultor familiar”, afirmou.

A Semarh reforça que a menor disponibilidade hídrica pode afetar a produção agrícola e a criação de animais, atingindo diretamente famílias que dependem das chuvas para manter suas atividades no campo.

Os especialistas alertam ainda que o Piauí pode enfrentar um período de calor mais intenso, ar mais seco e aumento da incidência de queimadas, com possíveis reflexos climáticos prolongados até o início de 2027.

Da Redação (Com informações do Viagora)

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