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Justiça valida prisão de Bolsonaro; Ex-presidente alega “paranoia” por medicamentos ao mexer em tornozeleira

Em audiência de custódia, juíza homologa cumprimento do mandado e nega irregularidades policiais; Defesa tem prazo final neste domingo e STF decide sobre preventiva na segunda-feira.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A juíza auxiliar Luciana Yuki Fugishita Sorrentino homologou o mandado de prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro neste domingo (23), após audiência de custódia, atestando que não houve “qualquer abuso ou irregularidade por parte dos policiais”.

Durante a audiência, Bolsonaro confirmou que mexeu na tornozeleira eletrônica, mas alegou ter tido uma “certa paranoia” entre sexta-feira e sábado devido à interação inadequada de medicamentos que estaria tomando, receitados por médicos diferentes. O ex-presidente afirmou que “não tinha qualquer intenção de fuga e que não houve rompimento da cinta”.

Sobre a vigília convocada por seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o ex-presidente disse que o local fica a setecentos metros de sua casa e que não haveria possibilidade de tumulto para facilitar uma fuga.

Prisão Preventiva e Prazos Finais

Bolsonaro foi preso preventivamente pela Polícia Federal (PF) no sábado (22), por determinação do ministro do STF Alexandre de Moraes. A decisão citou o risco de fuga, diante da tentativa de violar a tornozeleira eletrônica na véspera e da vigília convocada.

O ex-presidente foi condenado a 27 anos e três meses de prisão pela trama golpista. Na semana passada, a Primeira Turma do STF rejeitou recursos que visavam reverter as condenações e evitar a execução das penas em regime fechado.

  • Prazo Final: O prazo para a defesa do ex-presidente se manifestar sobre a violação da tornozeleira eletrônica termina neste domingo às 16h30.

  • Decisão na Segunda: O STF irá analisar a decisão da prisão preventiva nesta segunda-feira (24). O ministro Flávio Dino convocou uma sessão virtual extraordinária da Primeira Turma para referendar a decisão.

  • Execução da Pena: Caso os últimos recursos das defesas sejam rejeitados, a execução das penas de Bolsonaro e dos demais réus condenados na ação penal da trama golpista pode ocorrer nas próximas semanas.

Da Redação (Com informações da Agência Brasil)

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