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Crianças, adolescentes, tapas, surras e humilhações. Campanha para a prevenção da violência doméstica

Pais amorosos que usam o tapa como instrumento pedagógico estão desinformados. É preciso tomar cuidado com certas “verdades” estabelecidas, mesmo que passadas de geração a geração. Não se pode dizer que #crianças que apanharam tornaram-se um adulto melhor; mas o inverso já está fartamente atestado.

maltrato

Não há comprovação de que as agressões físicas (tapas, beliscões, podendo chegar a surras) levadas na #infância contribuíram para uma vida adulta melhor. Ao contrário, especialistas que se dedicaram à questão da #violênciacontracrianças e adolescentes já comprovaram, com base em estudos clínicos, que crianças vítimas de maus-tratos carregam, pela vida afora, males diversos, destacando-se as “doenças da alma”: terrores, infelicidades, depressão, #angústia, estresse e medo.

Nos consultórios e serviços de saúde apresentam-se com certa regularidade casos de violência cometida pelos familiares contra crianças e #adolescentes. Muitos adultos que usam de violência física ou psicológica contra crianças alegam que a criança apanha porque merece. Isso leva a vítima a acreditar que é merecedora de maus-tratos. Da palmada (que na verdade é uma pancada) até a tortura de seviciar a criança com uma colher em brasa, o caminho pode ser, muitas vezes, mais curto do que parece.

Quando uma criança externa que apanha porque merece, está manifestando um sintoma de baixa #autoestima que vai comprometer sua plenitude ao chegar à idade adulta.

Extinguir o hábito de adultos baterem em crianças em um momento de desequilíbrio emocional é o caminho mais curto para reduzir a #agressividade que está caracterizando a sociedade brasileira.

Crianças e adolescentes são, como qualquer outra pessoa, sujeitos de #direitos. Educar exige mais do que #paciência. Exige persistência, carinho e a certeza de que é difícil em alguns momentos, mas possível, e muito mais promissor para o futuro de seus #filhos

Felizmente, muitos dos adultos que em criança sofreram maus-tratos, agora, escaldados, não repetem o modelo agressor.

Imagem: Studio Som

Texto: www.conversandocomopediatra.com.br

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