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Operação Shamar: Polícia Civil realiza ação de combate à violência doméstica no Piauí

Em uma mobilização que ocorre até setembro, a ação já resultou em 67 prisões e 301 registros de violência contra a mulher no estado.

Na manhã desta quinta-feira (07), aconteceu o Dia D da Operação Shamar, uma ação integrada da Polícia Civil no combate à violência doméstica, com abrangência em todo o estado do Piauí. A operação, que começou no dia 1º de agosto e vai até o próximo 4 de setembro, tem como objetivo fortalecer a proteção às mulheres em situação de vulnerabilidade.

Entre os dias 1º e 6 de agosto de 2023, 67 pessoas foram presas em flagrante por crimes relacionados à violência doméstica. Ao todo, foram registrados 301 boletins de ocorrência, sendo instaurados 153 procedimentos policiais e solicitadas 135 medidas protetivas de urgência.

Foto: Ascom/ Polícia Civil

O nome da operação, “Shamar”, que tem origem no hebraico e significa “cuidar, guardar, proteger, vigiar, zelar”, reflete o compromisso de proteger mulheres que sofrem violência, muitas vezes em silêncio, e dar a elas uma chance de se libertar da situação de risco.

A delegada Bruna Verena, diretora da Diretoria de Proteção à Mulher e Grupos Vulneráveis (DPMGV), destacou que, durante a operação, serão cumpridos mandados de prisão e busca e apreensão tanto na capital quanto no interior do estado. Ela também enfatizou a importância das fiscalizações de denúncias e da verificação de medidas protetivas de urgência.

“A violência doméstica não tem perfil de agressor ou vítima, qualquer mulher pode passar por isso. Enquanto alguma mulher sofrer, nenhuma de nós estará livre. Por isso, é essencial acolher, encorajar e dar oportunidade para que essa mulher peça ajuda, porque sair da violência é difícil, mas possível com apoio”, declarou a delegada.

A operação é coordenada pela DPMGV com o apoio da Patrulha Maria da Penha e da Polícia Militar. A delegada também reforçou a importância das denúncias da população e a necessidade de buscar apoio por meio dos diversos canais de proteção disponíveis. Denúncias podem ser feitas pelo número 180, WhatsApp ou diretamente nos centros de acolhimento.

A mobilização busca sensibilizar a sociedade sobre a necessidade de oferecer apoio às mulheres em risco, além de facilitar o acesso à justiça por meio de canais como o Boletim de Ocorrência (BO) via WhatsApp, garantindo que mais vítimas possam ter seus direitos e segurança garantidos.

Da Redação (Com informações do Cidade Verde)

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