
O adoecimento mental tem impactado significativamente a Polícia Militar do Piauí, com média de 40 afastamentos anuais, segundo a tenente-coronel Aparecida, comandante do Centro de Assistência Integral à Saúde da corporação (CAIS).
Até março deste ano, já haviam sido registrados 16 afastamentos. “É um direito do policial. Se ele não está bem, deve ser afastado das funções”, destacou a comandante.
Em 2025, o CAIS realizou cerca de cinco mil atendimentos, incluindo 1.227 consultas com psicólogos e 475 com psiquiatras, oferecendo acompanhamento completo para o retorno gradual dos profissionais. O tratamento inclui avaliação psicológica e de porte de arma, podendo durar de três meses a um ano, dependendo do caso.
O cenário no Piauí reflete uma preocupação nacional. Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública apontam que suicídio e transtornos psicológicos entre policiais causam mais mortes do que confrontos armados, com taxa de letalidade psicológica quatro vezes maior que a da população geral.
A tenente-coronel Aparecida explica que nem todos os problemas de saúde mental estão ligados ao serviço operacional. “Às vezes não é uma doença instalada, e sim uma questão social ou familiar. Se não tratar, poderá se tornar uma doença grave no futuro.”
Fatores de risco incluem exposição direta a tiroteios ou mortes, aumento da irritabilidade, agressividade, tensão muscular e consumo excessivo de álcool. Comandantes são obrigados a encaminhar policiais envolvidos em ocorrências traumáticas ao CAIS para avaliação e acompanhamento psicológico.
Da Redação (Com informações do Cidade Verde)







