A Polícia Civil do Maranhão prendeu em flagrante, nessa segunda-feira (22/03), uma das mulheres identificadas apenas pelo apelido de Loira, suspeita de envolvimento na execução de duas adolescentes, sendo uma de 17 e outra de 16 anos, que foram mortas na cidade de Timon, no Maranhão.
As adolescentes identificadas apenas pelas iniciais J.E, de 16 anos, e M.E, de 17 anos, foram torturadas e assassinadas, no domingo (21/03), em região de mata no bairro bairro Parque Aliança, em Timon, Maranhão. Segundo fontes informaram ao OitoMeia, as mortes teriam sido motivadas por envolvimento com facções criminosas.
De acordo com a Delegacia de Homicídio de Timon-MA, os investigadores receberam a informação que a suspeita se encontrava no residencial Cocais, local onde está concentrada grande parte dos membros da facção maranhense Bonde dos 40. Ao chegarem no local, os policiais logo avistaram e prenderam a mulher que ainda teria tentado fugir.

VÍDEO
Em um vídeo obtido com exclusividade pelo OitoMeia, a mulher presa aparece mandando satisfação aos integrantes da facção maranhense e afirmando que fazia parte do PCC, mas foi punida e excluída e que por conta disso ficou revoltada e está pedindo para entrar no grupo criminoso rival.
“Satisfação a todos os irmão da família do Bonde dos 40. Eu vim hoje aqui através desse vídeo me redimir e pedir uma oportunidade a todos os irmãos e irmãs para mim fechar junto com vocês. Eu fui excluída do PCC, peguei uma punição e por conta disso fiquei muito revoltada e hoje estou aqui pedindo a oportunidade para fechar com vocês e se precisar de alguma coisa estamos aqui para resolver a qualquer hora”, fala a mulher no vídeo.
De acordo a polícia, a suspeita é quem teria atraído as vítimas para o local e participado do crime para demonstrar lealdade a facção Bonde dos 40, já que ela teria sido expulsa do PCC e teria sido uma espécie de batismo.
TRIBUNAL DO CRIME
As vítimas eram de Teresina e foram levadas até um local de mata em Timon, onde foram obrigadas a cavarem a própria cova. Durante todo o tempo elas foram espancadas e obrigadas a revelarem informações aos criminosos.
Em vídeo feito pelos próprios criminosos, as vítimas passam por um interrogatório, o que seria denominado como “Tribunal do Crime”, onde foram executadas a tiros e pauladas.
PISTA ENCONTRADA
Logo na fase inicial das investigações, os investigadores encontraram o vídeo onde as vítimas são interrogadas. Em um dos trechos das imagens os investigadores conseguiram identificar a suspeita de apelido “Loira” na cena do crime. O motivo seria o reflexo na tela de um dos celulares das vítimas, durante o interrogatório.

POR: Ellyo Teixeira / Oito Meia








