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Seca grave já afeta 45% do Piauí e avança de forma alarmante, aponta relatório da ANA

Estado registra pior situação desde 2019 e aparece entre os três do país com seca em 100% do território; estiagem atinge mais de 250 mil km²

Divulgação / CCOM

A seca grave continua se expandindo rapidamente no Piauí e já atinge 45% do território estadual, de acordo com o mais recente relatório do Monitor de Secas, divulgado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). O número representa um salto expressivo em relação ao mês anterior, quando a mesma condição climática afetava 18% da extensão do estado.

Segundo o relatório, entre abril e maio de 2025, a severidade da seca se intensificou principalmente na região central do estado, onde os indicadores ambientais apresentaram piora significativa. Em contraste, o norte piauiense registrou recuo da seca moderada, favorecido pelas chuvas acima da média no mês de maio. Apesar dessa melhora pontual, o panorama geral segue crítico, com impactos de curto e longo prazo sobre praticamente todas as regiões do estado.

O levantamento também revela que o Piauí, ao lado do Distrito Federal e do Rio Grande do Sul, foi um dos três estados brasileiros a registrar seca em 100% do território no mês de maio. A estiagem já atinge cerca de 251.529 km², colocando o Piauí na 8ª posição no ranking nacional de área afetada pela seca.

A ANA destaca ainda que este é o pior cenário de estiagem registrado no estado desde março de 2019, quando foi detectada seca extrema em 6% do território piauiense.

Confira os dados:

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Situação nacional

Em todo o Brasil, a seca segue impactando mais da metade do território nacional. Entre abril e maio, o fenômeno climático atingiu cerca de 4,7 milhões de km², o que corresponde a 55% da área total do país.

A estiagem se agravou em oito estados: Acre, Maranhão, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Santa Catarina. Já em outros oito estados, houve redução na intensidade da seca: Amazonas, Bahia, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Tocantins.

Em sete unidades federativas, o quadro permaneceu estável: Alagoas, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Sergipe. O Pará se manteve livre da seca, enquanto o Amapá deixou de registrar o fenômeno devido às chuvas acima da média. Já em Rondônia e Roraima, a estiagem voltou a ser observada em maio.

Os estados com maior extensão territorial impactada foram Amazonas, Minas Gerais, Bahia, Goiás e Rio Grande do Sul.

O relatório da ANA serve como alerta para autoridades e a população, indicando a necessidade urgente de medidas de mitigação e de planejamento hídrico, especialmente diante de um cenário que tende a se agravar com as mudanças climáticas e a irregularidade das chuvas nos próximos meses.

Da Redação (Com informações do Portal O Dia)

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