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WhatsApp anuncia contas gerenciadas por pais para usuários menores de 13 anos

Nova ferramenta permitirá que responsáveis controlem contatos, grupos e configurações de privacidade dos filhos

Foto: Freepik

O aplicativo de mensagens WhatsApp anunciou, na manhã desta quarta-feira (11), que passará a disponibilizar contas gerenciadas por pais e responsáveis para usuários menores de 13 anos. A nova funcionalidade deverá ser liberada nos próximos meses.

A atualização surge em resposta às diretrizes previstas no chamado ECA Digital, que estabelece que plataformas online adotem, por padrão, níveis elevados de proteção para crianças e adolescentes. Apesar disso, no caso do WhatsApp, o uso das contas gerenciadas será opcional, e não ativado automaticamente.

De acordo com a empresa responsável pelo aplicativo, a Meta Platforms, para ativar a ferramenta será necessário que os pais utilizem o próprio celular junto com o aparelho do filho, realizando o processo de vinculação entre as contas.

Após a configuração, os responsáveis terão acesso a diversos controles parentais, podendo decidir quem poderá entrar em contato com o menor e em quais grupos ele poderá participar.

Além disso, os pais poderão:

  • revisar solicitações de mensagens de contatos desconhecidos

  • gerenciar as configurações de privacidade da conta do adolescente

  • controlar permissões de interação dentro do aplicativo

Outra mudança importante é que, nessas contas supervisionadas, os adolescentes não terão mais a opção de enviar ou receber mensagens de visualização única.

Segundo a empresa, o desenvolvimento da ferramenta ocorreu após demandas feitas por pais e responsáveis, que apontaram a necessidade de adaptações no aplicativo para o uso seguro por crianças menores de 13 anos.

Os novos controles parentais serão protegidos por um PIN no dispositivo gerenciado, garantindo que apenas os responsáveis possam acessar ou modificar as configurações de privacidade.

A iniciativa segue uma tendência observada em diversas plataformas digitais, que têm adotado medidas mais rígidas de proteção a jovens após enfrentarem processos judiciais e críticas da comunidade científica sobre possíveis impactos negativos das redes sociais na saúde mental de adolescentes.

Um exemplo recente é o Instagram, que em fevereiro do ano passado passou a reconfigurar automaticamente as contas de adolescentes no Brasil e em outros países da América Latina. Desde então, perfis de usuários menores de 18 anos passaram a ter restrições automáticas, que só podem ser removidas com autorização dos pais ou responsáveis.

Da Redação (Com informações do Cidade Verde)

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