
O fenômeno climático El Niño pode atingir uma intensidade muito forte nos próximos meses, levando a Associação Brasileira de Municípios (ABM) a lançar um guia de orientação para auxiliar prefeitos e equipes técnicas na prevenção e no enfrentamento dos possíveis impactos.
Segundo a entidade, o cenário previsto exige atenção principalmente nas regiões mais vulneráveis, com possibilidade de mudanças significativas no regime de chuvas e aumento de eventos climáticos extremos.
De acordo com a ABM, as regiões Norte e Nordeste devem registrar efeitos como a redução do volume de chuvas; períodos de estiagem; queda no nível dos rios; pressão sobre os sistemas de abastecimento de água; e o aumento do risco de queimadas.
No Centro-Oeste, a previsão é de maior ocorrência de calor intenso e baixa umidade, fatores que podem favorecer incêndios, especialmente em áreas do Pantanal.
Já no Sudeste, são esperados períodos de temperaturas elevadas, baixa umidade e irregularidade das chuvas. No Sul, o risco maior está relacionado a temporais persistentes, enchentes, alagamentos e deslizamentos.
Probabilidade de El Niño forte preocupa autoridades
Segundo estudos da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), existe 81% de probabilidade de o fenômeno alcançar intensidade muito forte entre outubro e dezembro.
A previsão também aponta 97% de chance de permanência do El Niño até o início de 2027.
Guia orienta ações de prevenção nos municípios
O documento elaborado pela ABM, chamado Guia Prático para Enfrentamento ao Super El Niño e Eventos Climáticos Extremos, reúne recomendações para auxiliar as administrações municipais.
Entre as medidas indicadas estão o mapeamento de áreas de risco; atualização de planos de contingência; preparação de abrigos; organização de equipes de atendimento; planejamento de ações emergenciais; estratégias para evacuação e acolhimento de famílias; e a garantia da continuidade de serviços essenciais.
No Piauí, órgãos estaduais já acompanham o cenário climático e alertam para a possibilidade de temperaturas mais elevadas e redução das chuvas, reforçando a necessidade de planejamento dos municípios para minimizar os impactos do fenômeno.
Da Redação (Com informações da Agência Brasil)







